Carreto: quanto cobrar por viagem sem esquecer a volta
Carreto preço sem chute: quanto custa rodar um km, por que a volta entra na conta, o papel do ajudante e um exemplo fácil de copiar.
Como calcular frete por km sem chutar: o custo real do veículo, a volta vazia, o ajudante e a sua hora. Exemplo fácil de um frete de 60 km.

"Quanto fica pra levar até lá?" Quem faz frete escuta essa pergunta dezenas de vezes por semana. E muita gente responde com um número tirado do tanque: "dá uns 50 km, gasto de gasolina uns tantos reais, cobro o dobro". Parece lucro. Mas pneu, óleo, seguro e o próprio carro perdendo valor ficaram de fora.
Pra saber de verdade como calcular o frete por km, você precisa primeiro do custo por km do seu veículo. Depois é só multiplicar pela distância e somar o que é de cada viagem.
Pensa no utilitário como um ajudante que ganha por quilômetro rodado. Só que ele não recebe só em gasolina. Os itens do custo por km são sete:
A depreciação é a mais esquecida. Se o utilitário vale menos a cada ano, essa diferença sai do frete ou sai do seu bolso na hora de trocar de carro. Mais em depreciação de equipamento no preço.
Outro detalhe: quanto menos você roda por ano, mais cada km custa, porque seguro, IPVA e depreciação são divididos por menos quilômetros. Pra entender só a parte do carro, veja custo por km do carro.
Imagine que, somando tudo isso, o seu utilitário custa R$ 1,50 por km (é um número redondo de exemplo, o seu será diferente). O cliente quer levar um sofá, uma estante e algumas caixas pra uma cidade a 60 km.
Você vai, entrega e volta vazio. São 120 km rodados:
O frete custa R$ 400 (e se tiver pedágio, ele entra aqui também). Pra ficar com 20% de lucro, divida por 0,80. O preço é R$ 500.
Repare: o veículo custa R$ 1,50 por km, mas o frete sai a mais de R$ 8 por km de distância. Parece muito até você lembrar da volta, do ajudante, da sua hora e do lucro.
Dica rápida: se o cliente estranhar, mostre as partes do preço. Frete explicado quase nunca vira discussão.
Cobrando só a ida, a conta muda: 60 km a R$ 1,50 dão R$ 90. Com o mesmo ajudante e a mesma hora, o custo vai a R$ 310 e o preço a R$ 387,50. Só que o frete custou R$ 400, porque a volta aconteceu.
Você trabalhou o dia inteiro e ainda saiu no prejuízo. A volta só pode sair do preço quando existe carga de retorno. Aí faz sentido dividir o custo da volta entre os dois clientes e baixar o preço de cada um.
Mito: "O cliente não tem nada a ver com a minha volta."
Verdade: ele tem tudo a ver. Você só foi até lá por causa dele, e voltar também faz parte do serviço.
Pra viagens curtas na cidade, com valor mínimo, a lógica é a do carreto. Pra mudança completa, com várias viagens e montagem, veja mudança residencial. E pra entrega curta com taxa por faixa, taxa de entrega por km.
Tudo bem negociar, mas negocie pelo escopo e não pelo custo. Dá pra tirar o ajudante se o cliente ajudar a carregar, ou juntar duas entregas na mesma viagem. O que não dá é cobrar menos que o custo da viagem. Quem abaixa o preço sem mexer no serviço paga a diferença do próprio bolso.
Se você faz transporte rodoviário de carga, existe uma política de pisos mínimos de frete definida pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Ela é atualizada de tempos em tempos e varia por tipo de carga. Consulte a tabela vigente no site da ANTT antes de fechar contrato.
Pro frete pequeno, carreto e entrega urbana, o preço é livre. É aí que a sua conta de custo por km faz toda a diferença.
Some os custos do veículo num período (combustível, pneu, óleo, manutenção, seguro, IPVA e depreciação) e divida pelos km rodados. Multiplique pelos km da viagem, incluindo a volta, e some pedágio, ajudante e a sua hora. Por fim, aplique o lucro que você quer.
Não existe um valor único, porque cada veículo tem um custo diferente. O preço final por km de distância sempre fica bem acima do custo do veículo, porque inclui a volta, o ajudante, a sua hora e o lucro.
Sim, a menos que você tenha uma carga de retorno garantida. O veículo gasta combustível e pneu na volta do mesmo jeito. Se conseguir carga pra voltar, aí pode dar desconto, porque o custo da volta passa a ser dividido.
Pro transporte rodoviário de carga existe uma política de pisos mínimos de frete definida pela ANTT, atualizada de tempos em tempos. Pra frete pequeno e carreto urbano, o preço é livre. Se você transporta carga em rodovia, consulte a tabela vigente no site da ANTT.
Você já sabe o caminho. Agora é só aplicar em cada frete que você vende, e a parte chata da conta pode ficar com o app: você conta quanto gasta e quanto quer ganhar, e ele mostra o preço certo e quanto sobra em cada venda. Dá pra testar grátis, sem cadastro.
Carreto preço sem chute: quanto custa rodar um km, por que a volta entra na conta, o papel do ajudante e um exemplo fácil de copiar.
Mudança preço: veja o que entra na conta (caminhão, ajudantes, escada, distância), um exemplo redondo e como orçar sem tomar prejuízo.
Acompanhante hospitalar preço: como chegar no valor do plantão contando férias, 13º, transporte e agenda irregular. Um exemplo fácil pra fazer a sua conta.
Babá preço por hora sem chute: veja por que a hora que você vende vale mais que a hora disponível, como cobrar noite, diária e quando vira emprego.
Cuidador de idosos preço: entenda como a hora vira plantão de 12 horas, noturno e 24 horas, e por que o grau de dependência do idoso muda o valor.
Monte a tabela de eletricista sem copiar ninguém: valor da hora, deslocamento, material miúdo e margem, com um exemplo fácil de troca de chuveiro.