Cuidador de idosos: quanto cobrar por plantão (e por quê)
Cuidador de idosos preço: entenda como a hora vira plantão de 12 horas, noturno e 24 horas, e por que o grau de dependência do idoso muda o valor.
Babá preço por hora sem chute: veja por que a hora que você vende vale mais que a hora disponível, como cobrar noite, diária e quando vira emprego.

Sábado à noite, a mensagem chega: "Oi, quanto você cobra pra ficar com duas crianças das 19h às 23h?" Você olha pro celular e solta aquele "ai, e agora?". Aí chuta o que uma conhecida cobra e responde no automático.
Só que a conhecida tem outro ônibus, outras famílias e outra rotina. O babá preço por hora certo é o seu, e sai de uma conta mais curta do que parece. Vamos pegá-la juntas, sem susto.
Essa pergunta vem primeiro porque muda o jogo inteiro.
Nesse segundo caso não existe "preço da hora" livre, existe salário. Se uma família está te pedindo três ou quatro dias na semana, confira o eSocial no gov.br ou fale com um contador antes de aceitar no formato de diária.
Pensa num ônibus. Ele tem 40 lugares, mas só os assentos ocupados pagam a viagem. Com a babá é igual: você tem o mês inteiro disponível, mas só as horas que uma família pagou entram no seu bolso.
E babá vende em picos: fim de tarde, noite, sábado e domingo. Raramente se vende 8 horas todo dia útil. Por isso a conta usa as horas vendidas, e não as horas em que você ficou à disposição.
Some o que você quer tirar no mês com o que gasta pra conseguir trabalhar (INSS como autônoma, celular, transporte que a família não paga, curso de primeiros socorros). Divida tudo pelas horas pagas.
Exemplo com números redondos, só pra enxergar: você quer tirar R$ 2.800, gasta R$ 400 e vende 100 horas por mês. Dá R$ 3.200 divididos por 100: R$ 32 por hora.
O INSS sobe junto com o salário mínimo, então confira o valor atual no site do INSS. Pra entender por que ele entra no preço, tem o texto sobre o INSS do autônomo no preço.
Dica rápida: na hora de contar suas horas, use um mês normal, não o melhor mês. Janeiro e julho costumam ser mais fracos.
Mito: "Quero R$ 3.000, divido por 176 horas de um mês de trabalho cheio e pronto."
Verdade: isso só funcionaria se todas as 176 horas fossem pagas. Quem trabalha por chamada quase nunca tem isso. No exemplo, dividir por 176 daria perto de R$ 18 por hora. Vendendo 100 horas, você ficaria bem abaixo da renda que queria.
A diferença no fim do mês é grande. Parece detalhe de conta, mas é o que separa "dei conta de tudo" de "trabalhei o mês inteiro e sobrou pouco".
Com a hora na mão, dá pra montar uma tabela que não fique só em "R$ 32 a hora".
Cada saída tem trajeto e tempo parado. Por isso quase toda babá trabalha com mínimo de 3 ou 4 horas. No exemplo, uma noite de 4 horas fecha em R$ 128. Se terminar tarde, combine que a família paga o transporte da volta.
Uma criança é a hora base. Duas ou três dão mais trabalho, então vale um adicional. Não existe percentual oficial: escolha um, deixe escrito e mantenha. O que importa é que o preço acompanhe o trabalho.
Uma diária é a hora vezes as horas do dia, e um pequeno desconto pra quem contrata sempre pode valer. Só não desça abaixo da sua hora. Já o "mês fechado" na mesma casa é o ponto de atenção do começo do texto: passou de 2 dias por semana, vira emprego.
Se respondeu sim a alguma, presta atenção: o tempo que você espera é tempo seu. A hora começa quando você chega, e a madrugada pode ter um valor um pouco maior, porque cansa mais e atrapalha o seu dia seguinte.
Muita briga de preço vem de tarefa que não foi combinada. Antes de passar o valor, pergunte:
Pra festa de aniversário, com várias crianças e animação, a conta é outra: veja quanto cobrar como babá de festa. E se você cobre a folga de uma babá fixa, a lógica está em quanto cobrar como folguista.
Mais serviços de cuidado estão na página de cuidadores e serviços pessoais.
Se bater preguiça de fazer a conta, o app faz por você. E dá pra conferir o número na calculadora do valor da hora. O melhor preço é aquele que você passa sem gaguejar, porque sabe de onde ele veio.
Não existe um número único. A conta é o que você quer ganhar no mês, mais o que gasta pra trabalhar, dividido pelas horas que as famílias pagam de verdade. Quem vende poucas horas precisa de uma hora mais alta, e isso é normal.
Pode e deve. Mais crianças dão mais trabalho e mais responsabilidade. Escolha um adicional simples, avise a família antes e use sempre o mesmo.
Se você trabalha mais de 2 dias por semana na mesma casa, a lei trata como emprego doméstico, com registro. Nesse caso é salário e não preço por hora. Confira no eSocial do gov.br ou com um contador.
Combine antes, por escrito, uma regra de cancelamento. Um padrão comum é cobrar parte do valor se o aviso vier com menos de 24 horas, porque você recusou outras chamadas.
Você já sabe o caminho. Agora é só aplicar em cada hora que você vende, e a parte chata da conta pode ficar com o app: você conta quanto gasta e quanto quer ganhar, e ele mostra o preço certo e quanto sobra em cada venda. Dá pra testar grátis, sem cadastro.
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