Quanto cobrar por peça de crochê: a conta da linha e das horas
Quanto cobrar crochê: aprenda a contar linha, horas de trabalho e taxas, com um exemplo fácil de centro de mesa e dicas pra defender o seu preço.
Preço amigurumi sem sofrer: por que o dobro do material não paga o boneco, como contar as horas de crochê e cobrar personalização. Com exemplo fácil.

Amigurumi parece barato de fazer: dois novelos, um punhado de enchimento e dois olhinhos. Quem vende descobre rápido que o material é a menor parte da história. O que consome o dia são as carreiras e mais carreiras de pontinhos minúsculos.
Por isso o preço do amigurumi não pode sair de "o dobro do material". Vamos ver por quê, com um exemplo que dá pra guardar na cabeça.
A linha costuma ser a maior fatia do material. Mesmo assim, é o tempo que decide o preço. Pense no boneco como um bolo bem enfeitado: os ingredientes são baratos, o trabalho é que é caro.
Vamos supor um ursinho sentado, de uns 25 cm. Os valores são só exemplo, troque pelos seus.
As 6 horas valem R$ 120. Somando o material, o custo do boneco é R$ 140.
Agora a maquininha, o imposto e o lucro do negócio. No exemplo, 5% de taxa e 25% de lucro, então sobram 70% do preço pra pagar o custo:
R$ 140 dividido por 0,70 = R$ 200
Taxa e lucro também são exemplo. Se você ainda não sabe quanto vale a sua hora, o artigo crochê: quanto cobrar pela hora mostra o caminho. E pra descobrir quanta linha vai em cada peça, veja quanto rende um novelo.
Mito: dobrar o material já dá lucro.
Verdade: dobrar o material dá uns R$ 40 pelo boneco do exemplo. Tirando R$ 2 de taxa e os R$ 20 do material, sobram R$ 18 pra pagar 6 horas de trabalho. Dá R$ 3 por hora.
A cliente acha que está pagando caro por um brinquedo, e a artesã trabalha quase de graça. É a conta mais comum e a mais cruel do artesanato.
Um boneco gigante, de uns 40 cm, leva bem mais que o dobro de linha e de horas do médio. Já o chaveiro é o contrário: vende por pouco, mas o rostinho minúsculo dá trabalho igual, e o ganho por hora é o menor da loja.
Muita artesã usa o chaveiro como cartão de visitas, pra chamar atenção, e lucra de verdade nos médios e grandes. Faz sentido, desde que o chaveiro também tenha o preço calculado, e não chutado.
Cor especial, roupinha e nome bordado pedem material e tempo extras. Se cada pedido é negociado no improviso, você sempre acaba cedendo.
Dica rápida: escreva na tabela o valor do adicional (roupinha, nome, cor especial). Com preço combinado, a cliente entende e você não negocia no susto.
Pra lembrancinha de nascimento, a conta tem detalhes próprios em saída de maternidade.
Pedido de lembrancinha (20 chaveiros, por exemplo) pode ter preço menor por unidade, porque você compra a linha de uma vez e repete o mesmo modelo. Mas o desconto sai do tempo que você economiza, não do seu lucro.
Loja que revende também precisa de margem. Antes de topar, descubra o seu preço mínimo e confira se o preço de revenda fica acima dele. Abaixo dele, você paga pra vender.
Em plataformas de venda online, a comissão e a taxa por venda saem do valor que a cliente paga. As regras mudam, então confira a taxa atual na central de ajuda da plataforma. Pra ter ideia, no exemplo, uma comissão de 14% já empurra o preço do boneco pra bem mais que o da venda direta.
Quem copia o preço da feira e coloca no anúncio paga a comissão com a própria hora. A calculadora de marketplace faz esse ajuste por canal.
Se bater preguiça de refazer a conta, o app faz por você. Outros trabalhos do ramo estão em crochê e tricô e em quanto cobrar por peça de crochê.
Depende da linha, do tempo e do valor da sua hora. O tamanho pequeno costuma ser o mais difícil de lucrar, porque os detalhes dão trabalho do mesmo jeito que num boneco maior. Cronometre um chaveiro do começo ao fim antes de fechar o preço.
Muda com o tamanho, a espessura do fio e o ponto. O jeito certo é pesar o novelo antes e depois de cada boneco, por algumas peças, pra descobrir o seu gasto por grama.
Os personagens pertencem às empresas que os criaram, e vender cópias pode gerar problema. Muitas artesãs vendem modelos próprios ou usam receitas de autoras que autorizam a venda da peça pronta. Confira a licença da receita antes de vender.
O fio de algodão fino é muito usado por dar forma firme e acabamento liso. O barbante mais grosso faz bonecos grandes e rápidos, com acabamento mais rústico. A escolha muda o gasto de linha e o tempo, então faça a conta separada pra cada fio.
Cobre a personalização como adicional: cor especial, roupinha, nome bordado ou modelo novo. Deixe o valor escrito na tabela, assim a cliente entende o que está pagando e você não negocia no improviso.
Você já sabe o caminho. Agora é só aplicar em cada peça que você vende, e a parte chata da conta pode ficar com o app: você conta quanto gasta e quanto quer ganhar, e ele mostra o preço certo e quanto sobra em cada venda. Dá pra testar grátis, sem cadastro.
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