Bordado computadorizado: preço por ponto e por peça
Bordado computadorizado preço: como funciona o milheiro de pontos, por que a hora da máquina manda e por que o bordado avulso custa tanto mais.
Preço de bordado à mão sem dor de cabeça: por que o tempo é o ingrediente principal, como contar as horas e um exemplo fácil pra você copiar.

Uma meada de linha custa pouquinho. Um bastidor de madeira, menos ainda. Por isso tanta bordadeira olha pro bastidor de presente, pensa "uns R$ 90 tá bom" e passa o valor sem pensar duas vezes.
Aí chega o fim de semana e você percebe que passou três tardes inteiras bordando flor, folha e o nome do bebê. O preço do bordado à mão está quase todo no tempo, e é ele que a gente vai aprender a medir aqui.
Pensa numa receita de bolo. O bordado é igual, só que o ingrediente que mais pesa não está no mercado: é a sua paciência. Cada ponto sai da sua mão, um por um.
O que faz o tempo subir ou descer:
Dica rápida: cronometre as suas três próximas peças de cada tamanho e anote separado o risco (passar o desenho pro tecido), o bordado e o acabamento. Depois disso, você deixa de chutar e passa a saber.
Imagina um bastidor de presente de maternidade, com flores e o nome do bebê. Números redondos, só pra ilustrar (troque pelos seus).
O material, entre linhas, tecido, bastidor, feltro e embalagem, soma R$ 40. O trabalho levou 8 horas, somando risco, bordado e acabamento. Se a sua hora vale R$ 20, a mão de obra é R$ 160.
Então o custo da peça é R$ 200. Falta a taxa de pagamento e o lucro do seu negócio. No exemplo, 5% de taxa e 15% de lucro.
A conta, em palavras: o custo precisa ficar com 80% do preço, porque os outros 20% são taxa e lucro. Então você divide R$ 200 por 0,80. Resultado: R$ 250.
Esse é um bastidor que a cliente vai guardar por anos. E o preço paga o material, paga a sua hora e ainda deixa uma sobra pro negócio crescer.
Mito: "bastidor pequeno é rápido, então cobro pouco."
Verdade: o desenho é que manda. Um bastidor pequeno todo preenchido pode levar mais tempo que um grande só de contorno. Por isso o orçamento só fecha depois de ver o que a cliente quer bordar.
Vamos ver o que sobra. Dos R$ 90, uns R$ 4 vão pra taxa e R$ 40 pagam o material. Restam uns R$ 45 pras 8 horas de trabalho.
Dá pouco mais de R$ 5 por hora. E isso numa peça que você caprichou, arrematou e embalou com carinho.
Não é falta de talento, é falta de conta. Quando você enxerga isso, fica mais fácil dizer o valor com segurança. Se bater aquele frio na barriga, lembra que a cliente paga por horas de arte feita à mão, não por um pedaço de pano.
Quando a cliente traz a jaqueta jeans, o jaleco ou a camiseta, o material cai, mas o risco sobe. Um erro não se resolve com um tecido novo.
Combine tudo antes, por escrito:
Pra peças de decoração, com moldura e fita, veja bastidor bordado: preço. Toalha com nome e enxoval de bebê também têm conta própria: toalha bordada com nome e kit bebê de tecido bordado.
O bordado computadorizado cobra por ponto e por tempo de máquina, e fica barato em lote. Cinquenta bonés iguais saem rapidinho.
O seu bordado à mão não funciona assim. A décima peça leva o mesmo tempo da primeira. Por isso não vale se comparar com a bordadeira de máquina: vocês vendem coisas diferentes, e a sua vende exclusividade. Pra entender o outro lado, veja bordado computadorizado: preço por ponto.
Se a conta ainda parecer um bicho de sete cabeças, o app faz por você. E na página de bordado, patchwork e costura criativa tem mais exemplos do seu ramo. Sua agulha merece um preço à altura.
Some o material (linhas, tecido, bastidor, embalagem) com as horas de trabalho vezes o valor da sua hora, e então acrescente a taxa de pagamento e o lucro. Um bastidor pequeno leva menos horas, mas o risco do desenho e o acabamento continuam existindo.
Depende do desenho. Só contorno e pontos simples vão rápido. Flores preenchidas e nome em letra cursiva podem passar de oito horas, contando o risco e o acabamento. Cronometre as suas primeiras peças pra saber o seu ritmo.
Normalmente sim, porque cada ponto é feito por você. A máquina fica barata em quantidade, e o bordado à mão vende exclusividade e acabamento. São produtos diferentes, então não compare o seu preço com o da máquina.
Considere o risco. Bordar numa jaqueta que não é sua pede cuidado extra, e um erro não se resolve trocando o tecido. Combine por escrito que tecido muito fino ou elástico pode franzir, e peça sinal na encomenda.
Você já sabe o caminho. Agora é só aplicar em cada peça que você vende, e a parte chata da conta pode ficar com o app: você conta quanto gasta e quanto quer ganhar, e ele mostra o preço certo e quanto sobra em cada venda. Dá pra testar grátis, sem cadastro.
Bordado computadorizado preço: como funciona o milheiro de pontos, por que a hora da máquina manda e por que o bordado avulso custa tanto mais.
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