Quanto cobrar por caneca personalizada
Preço de caneca personalizada sem chute: por que a caneca avulsa custa mais que a do lote, como entram a arte e a perda e um exemplo fácil.
Custo da sublimação por peça sem pegadinha: papel, tinta, impressora, prensa, energia e o seu tempo. Exemplo fácil de estampa A4.

Quando alguém calcula o custo da sublimação, quase sempre para no papel e na tinta. O papel custa uns centavos, a tinta custa pouco por folha, e a conta parece mínima. Só que a estampa passa pela impressora, pela prensa e pela sua mão. Se esses custos ficam de fora, o preço também fica baixo demais.
Os valores abaixo são só um exemplo, troque pelos seus. E lembre: a peça em branco (caneca, camiseta, azulejo) você soma depois.
O prato é a peça em branco. Mas você também paga a cozinha, o gás e o cozinheiro. Na sublimação, "a cozinha" é a sua impressora, a prensa, a energia e o seu tempo. Quem cobra só o prato (papel e tinta) acaba pagando o resto do próprio bolso.
Por isso, uma peça sublimada é a soma de duas coisas:
Os artigos quanto cobrar por caneca personalizada e quanto cobrar por camiseta personalizada somam as duas coisas num pedido. Aqui a conta é só da sublimação, pra servir em qualquer peça que a prensa aceite.
Pra uma arte A4 de cobertura média, o consumo reúne:
No exemplo, tudo isso soma R$ 2 por estampa. E o detalhe curioso: o papel e a tinta, que a maioria olha, respondem por só metade disso. A outra metade vem de máquina, energia e fita. Itens que parecem pequenos e juntos pesam mais que a tinta.
Pra descobrir o seu consumo de tinta, anote o nível do frasco, sublime 100 estampas e veja quanto gastou.
Falta o que não é material. No exemplo, a sua hora vale R$ 30 e cada peça leva uns 6 minutos (imprimir, recortar, posicionar, prensar e conferir). São R$ 3 de tempo por estampa.
Tem ainda a arte: uma hora ajustando o arquivo e mandando prévia, que dividida por um pedido de 30 estampas dá R$ 1 por peça. E a perda, uma ou outra estampa desalinhada ou queimada, que você reserva em cima do consumo.
Somando tudo: R$ 2 de consumo, R$ 3 de tempo e R$ 1 de arte. A estampa custa R$ 6, o triplo do consumo que você via no começo.
Você já fez um pedido grande e, no fim, achou que ganhou pouco? Confira se você contou o tempo e a arte. São justamente os dois itens que mais somem da conta.
Com taxas de 5% e lucro de 20%, sobram 75% do preço pra pagar o custo. R$ 6 divididos por 0,75 dão R$ 8 por estampa A4.
Se a peça é do cliente, o valor é o preço do serviço. Se a peça é sua, some o preço de compra dela (e a perda) antes de aplicar o lucro. Em qualquer caso, uma tabela por tamanho de arte evita refazer a conta a cada pedido.
Papel, tinta, fita e energia crescem com o tamanho da arte. O tempo também. A estampa A5 (meia folha) custa menos, e a A3 (que pede prensa maior, com desgaste maior) custa mais de duas vezes a A5. Não dá pra cobrar tudo "por estampa" com o mesmo valor.
A arte custa o mesmo pra 10 ou pra 100 estampas, e a hora de preparo também. Num pedido de 10 estampas, a arte que pesava R$ 1 passa a pesar R$ 3 em cada peça. Já de 50 pra 100 estampas, o ganho de escala é pequeno, porque a arte já foi diluída.
É um bom argumento pra definir um pedido mínimo.
É um preço comum em gráfica rápida e em loja de internet. Mas com os números do exemplo, ele nem cobre o custo de R$ 6. Você recebe pela sua hora, mas o negócio não guarda um centavo, e não sobra nada pra trocar a impressora, o cabeçote ou a resistência da prensa. O negócio só funciona enquanto nada quebra.
Se a concorrência cobra isso, a saída não é baixar o seu preço. É vender o que ela não vende: arte exclusiva, prazo, peça de qualidade ou atendimento por WhatsApp.
Se ainda não sabe se a prensa se paga, veja a prensa térmica vale a pena. Outras contas do ramo estão na página de sublimação e estamparia, e uma peça pequena que se encaixa nessa conta é o mouse pad e o quebra-cabeça.
Depende do preço da tinta, do tamanho da arte e do desgaste das suas máquinas. Some papel, tinta, desgaste da impressora, limpeza do cabeçote, fita térmica, energia e desgaste da prensa. Depois acrescente perda, tempo de trabalho e a arte.
Depende da cobertura da arte, da resolução e da impressora. O jeito mais honesto de descobrir: anote o nível do frasco, sublime 100 estampas e veja quanto gastou. Divida pelo número de estampas.
Vale. A impressora tem vida útil, e o cabeçote entope ou precisa ser trocado. Divida o preço dela pelas folhas que ela deve imprimir e some essa fatia em cada estampa. Sem essa reserva, o dinheiro da próxima impressora não existe quando ela quebrar.
Cada limpeza gasta tinta que não vai pro papel. Em máquina que fica parada alguns dias, essa perda sobe. Se você sublima toda semana, ela é menor.
Pode, e muita gente faz. O preço cobre o custo de sublimar (consumo, tempo e arte), mas o risco da peça é do cliente, que deve ser avisado por escrito. Se a peça estraga na prensa, combine antes quem assume o prejuízo.
Você já sabe o caminho. Agora é só aplicar em cada peça que você vende, e a parte chata da conta pode ficar com o app: você conta quanto gasta e quanto quer ganhar, e ele mostra o preço certo e quanto sobra em cada venda. Dá pra testar grátis, sem cadastro.
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