Quanto cobrar por bordado à mão sem pagar pra bordar
Preço de bordado à mão sem dor de cabeça: por que o tempo é o ingrediente principal, como contar as horas e um exemplo fácil pra você copiar.
Bordado computadorizado preço: como funciona o milheiro de pontos, por que a hora da máquina manda e por que o bordado avulso custa tanto mais.

A pergunta que mais chega a quem tem máquina de bordar é: "quanto você cobra o logo?". A resposta honesta é: depende de quantos pontos tem o desenho e de quantas peças vêm juntas. Quem copia o preço do vizinho sem saber o custo da própria máquina acaba cobrando menos do que o bordado custa.
Vamos entender o bordado computadorizado preço com um exemplo leve: um lote de camisas polo com o logo de uma empresa.
O jeito mais comum de cobrar é o milheiro: cada mil pontos do desenho tem um valor, e o preço da peça é o número de pontos vezes esse valor. É o que aparece em tabela de bordadeiro e em pedido por WhatsApp.
Quase sempre vem com três regras de bônus:
O milheiro é uma ótima forma de apresentar o preço. Mas ele é consequência da conta. Antes dele, você precisa saber quanto custa uma hora da sua máquina rodando.
Pensa num táxi. O motorista não cobra só a gasolina: cobra também o carro que desgasta, a revisão e o tempo dele. A máquina de bordar é igual.
A hora-máquina tem quatro partes: depreciação (a máquina perde valor com o uso), manutenção (óleo, revisão, peças), energia e o operador (a sua hora, ou a de quem opera).
No exemplo, a hora completa da máquina vale R$ 30. Os números são só exemplo, troque pelos seus. Se você não sabe o valor da sua hora de trabalho, a calculadora do valor da hora ajuda.
Dica rápida: a máquina parada não paga a si mesma. Quanto menos horas de uso no ano, mais cara fica cada hora dela.
A empresa traz 50 camisas prontas, com um logo de uns 7.500 pontos no peito. O bordado de todas leva umas 9 horas de máquina, e a preparação (carregar a matriz, trocar os cones, testar num retalho) leva mais 1 hora. São 10 horas.
O material (linha, entretela e agulhas) soma uns R$ 50. O custo do lote é R$ 300 de hora mais R$ 50 de material: R$ 350.
Agora a maquininha e o lucro. No exemplo, 5% de taxa e 25% de lucro, então sobram 70% do preço pra pagar o custo:
R$ 350 dividido por 0,70 = R$ 500
Dividindo por 50, dá R$ 10 por peça. Isso é o que a conta pede, e o milheiro vem depois: com 7,5 milheiros, fica perto de R$ 1,30 por milheiro. Taxa, lucro e custos são exemplo, use os seus.
A preparação de 1 hora não muda com a quantidade. Dividida por 50 peças, pesa pouco. Numa peça só, ela cai inteira no pedido.
No exemplo, uma única peça leva 1 hora de preparação mais uns 15 minutos de bordado. O preço chega perto de R$ 55, contra os R$ 10 do lote.
É por isso que existe pedido mínimo. Cobrar R$ 10 num bordado único significa pagar para trabalhar uma hora e quinze com a máquina.
Mito: preço baixo ganha o pedido e dá volume.
Verdade: no lote do exemplo, R$ 6 por 50 peças são R$ 300. Menos a taxa, e menos os R$ 350 de custo, o lote fecha com prejuízo de uns R$ 65. Você bordou 10 horas pra perder dinheiro.
Dois pedidos com o mesmo número de peças podem ter preços bem diferentes se o desenho muda. Um nome pequeno custa menos que o logo do exemplo, e um desenho de costas custa bem mais. O milheiro cai nos desenhos grandes, porque o tempo de posicionar a peça se dilui. Por isso uma tabela única "tanto por milheiro" erra pra cima nos desenhos grandes e pra baixo nos pequenos.
Alguns itens não entram no preço por peça e precisam de cobrança própria:
Se o cliente também quer a peça com estampa, a conta é outra, em quanto cobrar por camiseta personalizada. Pra comparar com o bordado feito à mão, veja quanto cobrar por bordado. Pra lotes de uniforme, veja uniforme escolar e de empresa. Mais trabalhos do ramo estão em bordado e costura criativa.
Se bater preguiça de refazer a conta, o app faz por você. Refaça sempre que o cone de linha ou a entretela mudarem de preço.
O mercado costuma falar em milheiro, que são mil pontos. O valor depende da hora da sua máquina, do material, da velocidade e da margem. Sua conta muda conforme a máquina e quanto você paga ao operador.
Um logo pequeno de peito, com texto e um símbolo simples, costuma ficar entre 4.000 e 8.000 pontos. O número real aparece no programa de digitalização quando o arquivo é aberto. Peça sempre o total de pontos do arquivo antes de passar o orçamento.
Sim, quando o cliente traz uma arte nova que precisa ser digitalizada. Dá trabalho (ou custa dinheiro, se você terceiriza) e vale uma cobrança única, que não se repete nos pedidos seguintes com a mesma arte.
Depende da preparação de cada máquina. Trocar a matriz, ajustar as linhas e testar leva um tempo fixo por lote, e é isso que pesa nos pedidos pequenos. Muitos bordadeiros definem um valor mínimo por pedido pra cobrir a preparação.
Pode, e é comum em uniforme. Nesse caso o preço é só do serviço de bordar. Combine antes quem paga a peça estragada: um erro no tecido do cliente precisa ter regra definida, para a conversa não ficar para depois do problema.
Você já sabe o caminho. Agora é só aplicar em cada peça que você vende, e a parte chata da conta pode ficar com o app: você conta quanto gasta e quanto quer ganhar, e ele mostra o preço certo e quanto sobra em cada venda. Dá pra testar grátis, sem cadastro.
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