Eletricista: como montar a tabela de preços do seu serviço
Monte a tabela de eletricista sem copiar ninguém: valor da hora, deslocamento, material miúdo e margem, com um exemplo fácil de troca de chuveiro.
Marido de aluguel preço: como calcular a hora, a visita com vários serviços e o valor mínimo, pra o rapidinho do cliente não virar trabalho de graça.

"É rapidinho, só pendurar um quadro." Você já ouviu essa frase, né? O rapidinho do cliente inclui sair de casa, atravessar o bairro, achar vaga, subir de escada, furar, limpar o pó e voltar. Se o preço não cobre isso, o serviço pequeno vira trabalho de graça.
A saída é ter dois números na cabeça: o valor da sua hora e o valor mínimo de uma visita. O resto é conta de somar.
O marido de aluguel precisa de muita ferramenta: furadeira, parafusadeira, nível, escada, jogo de chaves, serra. Tudo desgasta e um dia quebra. Esse desgaste faz parte dos seus gastos, mesmo que você não o veja mês a mês.
A conta da hora, em palavras: o que você quer tirar, mais o que gasta pra trabalhar (combustível, ferramenta, celular, DAS do MEI), dividido pelas horas que vende. Entre um cliente e outro tem trânsito, orçamento que não fecha e ida à loja, então não é todo o seu relógio.
Exemplo redondo: você quer R$ 4.000, gasta R$ 1.000 e vende 100 horas por mês. R$ 5.000 divididos por 100: R$ 50 por hora. Só exemplo, troque pelos seus na calculadora do valor da hora.
Imagina que o cliente pede três coisas no mesmo dia: instalar suporte de TV, trocar o sifão da pia e pendurar alguns quadros. O suporte e o sifão ele já comprou.
Você calcula 2 horas pro conjunto. A conta soma:
O custo da visita é R$ 130. Falta a margem, que paga a broca que quebrou e o mês de agenda vazia. Com 20% de margem, o preço é R$ 130 divididos por 0,80: R$ 162,50. Na prática, R$ 165.
O deslocamento entra uma vez só, não por serviço. Por isso cliente que junta pedidos paga menos por serviço, e você ganha mais por visita. Todo mundo sai bem.
Dica rápida: os tempos são estimativas. Cronometre os seus serviços por algumas semanas e corrija. Suporte de TV em drywall leva mais tempo que em alvenaria, e sifão enferrujado também.
Se o cliente chama só pra trocar um sifão, a conta de tempo é pequena, mas a sua agenda foi ocupada bem além disso. Por isso o mercado trabalha com um valor mínimo, geralmente uma hora de serviço mais o deslocamento.
Com os números do exemplo: R$ 50 da hora mais R$ 20 de deslocamento são R$ 70. Com a mesma margem, R$ 70 divididos por 0,80 dão R$ 87,50. Arredonde pra R$ 90 e fale logo na primeira mensagem: "a visita mínima é R$ 90, e dá pra incluir pequenos serviços até completar uma hora".
Assim o cliente junta os pedidos, em vez de chamar você pra cada probleminha.
Mito: "Cliente gosta de saber o preço fechado, então só trabalho com tabela."
Verdade: tabela é ótima pro que é previsível (instalar prateleira, trocar torneira, pendurar quadros). Mas vazamento que ninguém achou ou parede que esconde surpresas pedem hora. Cobrar por tabela um serviço que complica é arriscado: você fica com o prejuízo.
Muitos profissionais usam os dois: tabela pro previsível e hora pro que depende do que aparecer. A comparação completa está em cobrar por hora ou por projeto.
Algumas tarefas têm lógica de preço diferente:
Mais ideias do ramo estão na página de obras, reparos e manutenção.
Se respondeu sim, tem dinheiro escapando. Comprar a peça costuma levar 40 minutos ou mais, e isso é hora sua. E a furadeira um dia quebra: o desgaste precisa estar nos seus gastos fixos.
Se bater preguiça de recalcular a visita a cada pedido, o app faz isso por você. Quem sabe quanto vale o próprio rapidinho nunca mais trabalha de graça sem querer.
Os dois funcionam. Tabela por serviço serve pro que é previsível (instalar suporte, trocar sifão). Hora serve pro que depende do que aparecer ao abrir a parede. Muitos profissionais usam as duas.
Pode e deve. O mínimo costuma equivaler a uma hora de trabalho mais o deslocamento, e vale dizer na primeira mensagem, antes de o cliente pedir um serviço de 10 minutos.
Fale o preço antes de fazer. Cada serviço extra entra na conta, nem que seja um desconto pelo deslocamento já pago.
Se o risco é alto, o melhor é indicar um profissional especializado. Fazer de tudo é a força do marido de aluguel, mas não precisa topar tudo.
Você já sabe o caminho. Agora é só aplicar em cada serviço que você vende, e a parte chata da conta pode ficar com o app: você conta quanto gasta e quanto quer ganhar, e ele mostra o preço certo e quanto sobra em cada venda. Dá pra testar grátis, sem cadastro.
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