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Quanto cobrar como social media (pacote mensal)

Social media preço: como montar o pacote mensal contando horas, ferramentas e reuniões, sem trabalhar de graça nem assustar o cliente.

Por Equipe Acerta o Preço Atualizado em 4 min de leitura
Imagem ilustrando: Quanto cobrar como social media (pacote mensal)
Neste artigo
  1. O que o cliente vê e o que ele não vê
  2. O exemplo: 20 horas por mês
  3. Mito x verdade: "pacote barato fideliza"
  4. Escopo: o que está dentro e o que está fora
  5. Post avulso ou pacote?
  6. Reajuste: faz parte do jogo
  7. Reuniões, relatórios e o tempo invisível
  8. Como apresentar o valor ao cliente
  9. Erros que atrapalham
  10. Cola rápida pra levar

Cliente novo, empolgação alta, e uma pergunta que sempre chega: "quanto fica pra cuidar do meu Instagram?". Aí você pensa em quantos posts, quantos stories, quanto vale cada coisa... e acaba soltando um valor redondo, torcendo pra não assustar.

O social media preço fica bem mais tranquilo quando você enxerga o mês inteiro, e não só o post bonitinho que vai pro feed.

O que o cliente vê e o que ele não vê

Por trás de um feed arrumado, existe muito mais:

  • reunião de alinhamento e briefing;
  • planejamento e calendário de conteúdo;
  • criação de textos e artes;
  • postagem e agendamento;
  • resposta de comentários e mensagens;
  • relatório do que funcionou.

É como um iceberg: o cliente vê a pontinha. Se você cobrar só pelos posts, as outras horas viram trabalho de graça.

O exemplo: 20 horas por mês

Pra deixar fácil, imagina que o trabalho de um cliente dá 20 horas no mês, e que a sua hora vale R$ 40. Isso dá R$ 800. Soma uns R$ 100 de ferramentas e banco de imagens, e o custo é R$ 900. É só um exemplo, use os seus números.

Considere 10% de impostos e taxas sobre o valor e 30% de lucro. Sobram 60% pra cobrir o custo. Então o pacote é R$ 900 dividido por 0,60.

Dá R$ 1.500. Conferindo: R$ 150 vão pros impostos e taxas, R$ 900 pagam o custo e R$ 450 são seus.

Pra saber de onde tirar o valor da sua hora, veja valor da hora do designer. A lógica vale para social media também.

Mito x verdade: "pacote barato fideliza"

Mito: se eu cobrar menos, o cliente fica pra sempre.

Verdade: preço baixo atrai quem pede muito e paga pouco. O cliente fica pela qualidade, pela comunicação e pelo resultado, e não pelo desconto. Cobrar justo é o que deixa você ter tempo e energia pra entregar bem.

Escopo: o que está dentro e o que está fora

O maior vilão do pacote mensal é o escopo vago. Escreva, em linguagem simples:

  1. quantos posts, stories e reels por semana;
  2. quantas rodadas de ajuste por peça;
  3. se resposta de comentários está incluída;
  4. o que é serviço extra.

Para o que sobra, existe a cobrança de alterações extras. E cuidado para não confundir com gestão de tráfego, que é outro trabalho.

Dica rápida: coloque o escopo por escrito no começo. Um e-mail ou um contrato curto já evitam um monte de conversa difícil depois.

Post avulso ou pacote?

Alguns clientes querem só um post de vez em quando. Isso é possível, mas calcule o valor com atenção: cada post avulso tem tempo de entender o cliente de novo. Leia quanto cobrar por post para Instagram para ver essa conta.

Reajuste: faz parte do jogo

Seu trabalho cresce, o cliente também. Combine desde o início que o pacote é revisto de tempos em tempos. Isso evita o desconforto de pedir aumento do nada.

Para mais assuntos do ramo, passe pela página de design e social media.

Reuniões, relatórios e o tempo invisível

Quem trabalha com redes sabe que o dia não é só criar. Uma reunião de uma hora, um relatório de duas, uma avalanche de mensagens fora do horário. Tudo isso sai da mesma conta de tempo.

Uma boa prática é limitar o canal de atendimento: o cliente fala com você por um lugar e em horário combinado. Assim, o tempo de atendimento fica previsível e entra no pacote com tranquilidade.

Como apresentar o valor ao cliente

Mostrar o pacote como uma lista do que está incluído ajuda mais do que falar um valor seco. Quando o cliente enxerga os posts, o planejamento, os relatórios e o atendimento, entende que paga por um serviço completo.

Se ele achar caro, não corra para dar desconto. Pergunte o que ele prefere tirar do pacote. Em geral, a conversa muda de "diminui o preço" para "o que dá pra fazer com esse orçamento".

Erros que atrapalham

  • Aceitar qualquer cliente. Perfil que não combina com você gasta energia e não rende.
  • Fazer promessa de resultado. Seguidores e vendas dependem de muita coisa fora do seu controle.
  • Não registrar as horas. Sem controle, o pacote vai ficando maior sem o preço acompanhar.
  • Esquecer de revisar o valor. O que valia no início pode não valer depois de alguns meses.

Quem cuida desses pontos trabalha mais leve e mantém clientes por mais tempo.

Cola rápida pra levar

  • Estime as horas do mês, com reunião e relatório.
  • Some ferramentas e impostos.
  • Escreva o escopo e as rodadas de ajuste.
  • Cobre à parte o que for extra.
  • Combine a revisão do valor com o tempo.

Se a conta deixar a cabeça pesada, o app resolve o cálculo. O resto, a conversa com o cliente, você já sabe fazer.

Perguntas frequentes

Como montar o preço de um pacote de social media?

Estime as horas do mês com planejamento, criação, postagem, resposta e relatório. Multiplique pelo valor da sua hora, some ferramentas e impostos e acrescente o lucro que você quer.

É melhor cobrar por post ou por pacote mensal?

O pacote mensal costuma dar mais previsibilidade pra você e pro cliente. Cobrar por post pode servir para trabalhos avulsos, mas cuide para não esquecer o tempo de planejamento.

Respostas aos comentários entram no preço?

Se estiverem no combinado, sim. Deixe claro no contrato se a resposta é parte do serviço, e em qual horário. Atendimento fora disso pode ser cobrado à parte.

Tráfego pago entra no mesmo pacote?

Normalmente é um serviço separado, com outra lógica de cobrança. O valor investido em anúncio também não deve se misturar com o seu pagamento.

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