Quanto cobrar como social media (pacote mensal)
Social media preço: como montar o pacote mensal contando horas, ferramentas e reuniões, sem trabalhar de graça nem assustar o cliente.
Quanto cobrar logo e identidade visual: veja como pôr a hora, as rodadas de alteração e as ferramentas no preço sem vender o trabalho barato demais.

O cliente manda mensagem: "oi, preciso de um logo, quanto custa?". Você pensa em quantas horas já passou olhando pra tela, em quantos rascunhos foram pro lixo, e responde um número que parece razoável. Uma semana depois, a terceira alteração chega, e você percebe que ganhou menos que num dia de estágio.
Se isso já te aconteceu, bem-vinda ao clube. O tema quanto cobrar logo é difícil porque o produto é bonito e o trabalho é invisível. Vamos deixar o trabalho visível.
Antes de falar de logo, fale de você. A sua hora é o que sobra depois de pensar em quanto precisa ganhar por mês, quantas horas realmente consegue vender e quais contas tem pra pagar.
Pensa na hora como o combustível de um carro: sem ele, o carro não anda. O logo é só a viagem. Quem não sabe o preço do combustível chega ao destino achando que a viagem foi barata.
Se quiser ajuda pra descobrir a sua, veja o valor da hora do designer.
Um logo bem feito passa por etapas, e cada uma consome hora:
Somando tudo, um logo simples pode passar das 10 horas sem esforço.
Imagina um logo simples. É um exemplo, troque pelos seus números.
O custo é R$ 600. Como taxas e lucro levam 20% do preço, o custo cobre os outros 80%. Então: R$ 600 divididos por 0,80 dão R$ 750.
Aqui mora o drama do designer. O cliente pede "só mais uma mudança", depois outra, depois volta pra primeira versão. Quando você vê, o logo de 10 horas virou 25.
A solução é simples e educada: combine por escrito quantas rodadas estão no preço (duas ou três é comum). O que passar disso é cobrado por hora ou por rodada. Para mais detalhes, veja como cobrar por alterações extras.
Dica rápida: mande o orçamento com uma frase só: "Inclui X rodadas de ajuste. Extras: R$ Y por rodada." Isso evita muita discussão e protege a amizade.
Acontece. Dos R$ 300, as taxas levam uns R$ 30. Tire os R$ 100 de ferramenta, e sobram R$ 170 pras 10 horas. Dá R$ 17 por hora, bem longe dos R$ 50 que você vale.
Em vez de aceitar, ofereça um pacote menor: menos rascunhos, menos entregas, menos tempo. O preço cai porque o trabalho cai, e não porque você aceitou ganhar menos.
Muita gente confunde as duas coisas, mas elas são bem diferentes. O logo é a marca. A identidade visual inclui paleta de cores, tipografia, aplicações e, às vezes, um manual de uso.
Uma boa forma de vender é em três pacotes: logo simples, logo com cartão e papelaria, e identidade completa. O cliente escolhe o que cabe, e você nunca precisa dar desconto na hora. Se o cliente depois pedir posts e redes sociais, veja quanto cobrar por social media e post pra Instagram. Mais ideias estão na página do ramo de design e social media.
Mito: "Logo é só um desenho, qualquer um faz."
Verdade: o desenho é a ponta do iceberg. Embaixo estão a pesquisa, a estratégia e as horas de teste. É isso que o cliente está contratando.
Cliente leigo costuma ver o logo como um arquivo. Você precisa mostrar que ele está comprando um caminho: entender o negócio, testar ideias e entregar uma marca que funciona no cartão, no perfil, na fachada.
Uma boa proposta tem poucas linhas e diz o que o cliente recebe: quantas opções de logo, quantas rodadas de ajuste, quais formatos de arquivo e em quantos dias. Quando está tudo claro, ninguém precisa discutir preço no susto.
Tem cliente que pede um logo "de teste", sem pagar, "pra ver se gosta". Nesse caso, você gasta horas, e se ele não gostar, não sobra nada. Prefira cobrar um valor pequeno pela primeira etapa (briefing e conceito), que abate do total se ele fechar.
Isso mostra que o seu tempo vale, e filtra quem só quer ideia grátis.
Deixe claro o que não entra: impressão, hospedagem de arquivos, fontes pagas específicas pro cliente, registro da marca. Se ele quiser essas coisas, é outro serviço (ou outro profissional).
Quando bater preguiça da conta, o app faz por você.
Depende da sua hora, do tempo que o projeto leva e do que está incluído. No exemplo do artigo, um logo simples de 10 horas sai por R$ 750. Monte o seu valor com as suas horas, e não com o preço do concorrente.
O comum é combinar duas ou três rodadas no pacote. Passou disso, cobre à parte por hora ou por rodada, e deixe isso escrito na proposta.
Não. O logo é a marca em si. A identidade visual inclui cores, fontes, aplicações e um manual. Por ter mais entregas, custa mais.
Fica a seu critério, mas decida antes e coloque no orçamento. Se o editável estiver incluso, o preço deve considerar isso; se for cobrado à parte, avise na proposta.
Você já sabe o caminho. Agora é só aplicar em cada projeto que você vende, e a parte chata da conta pode ficar com o app: você conta quanto gasta e quanto quer ganhar, e ele mostra o preço certo e quanto sobra em cada venda. Dá pra testar grátis, sem cadastro.
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