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Quanto cobrar por um logo: o preço do seu tempo

Quanto cobrar logo e identidade visual: veja como pôr a hora, as rodadas de alteração e as ferramentas no preço sem vender o trabalho barato demais.

Por Equipe Acerta o Preço Atualizado em 5 min de leitura
Imagem ilustrando: Quanto cobrar por um logo: o preço do seu tempo
Neste artigo
  1. Primeiro: quanto vale a sua hora
  2. O que o tempo do logo tem dentro
  3. A conta, num exemplo redondo
  4. Rodadas de alteração: o ponto que mais dá prejuízo
  5. E se o cliente pedir R$ 300?
  6. Logo, identidade visual e pacotes
  7. Mito x verdade
  8. Como contar a proposta pro cliente
  9. Cuidado com o "trabalho de teste"
  10. O que fica de fora do orçamento
  11. Antes de mandar a próxima proposta

O cliente manda mensagem: "oi, preciso de um logo, quanto custa?". Você pensa em quantas horas já passou olhando pra tela, em quantos rascunhos foram pro lixo, e responde um número que parece razoável. Uma semana depois, a terceira alteração chega, e você percebe que ganhou menos que num dia de estágio.

Se isso já te aconteceu, bem-vinda ao clube. O tema quanto cobrar logo é difícil porque o produto é bonito e o trabalho é invisível. Vamos deixar o trabalho visível.

Primeiro: quanto vale a sua hora

Antes de falar de logo, fale de você. A sua hora é o que sobra depois de pensar em quanto precisa ganhar por mês, quantas horas realmente consegue vender e quais contas tem pra pagar.

Pensa na hora como o combustível de um carro: sem ele, o carro não anda. O logo é só a viagem. Quem não sabe o preço do combustível chega ao destino achando que a viagem foi barata.

Se quiser ajuda pra descobrir a sua, veja o valor da hora do designer.

O que o tempo do logo tem dentro

Um logo bem feito passa por etapas, e cada uma consome hora:

  • Conversa e briefing: entender o negócio, o público e o estilo.
  • Pesquisa e referências: ver o que já existe e onde se destacar.
  • Rascunhos: muita ideia vai pro lixo, e tudo bem.
  • Criação: a versão que vai pro cliente.
  • Ajustes e arquivos finais: formatos, cores, versões.

Somando tudo, um logo simples pode passar das 10 horas sem esforço.

A conta, num exemplo redondo

Imagina um logo simples. É um exemplo, troque pelos seus números.

  • Trabalho: 10 horas, com a hora a R$ 50, ou seja, R$ 500.
  • Ferramentas (programa, fontes, banco de imagens), divididas pelo projeto: R$ 100.
  • Taxas de 10% e lucro de 10%.

O custo é R$ 600. Como taxas e lucro levam 20% do preço, o custo cobre os outros 80%. Então: R$ 600 divididos por 0,80 dão R$ 750.

Rodadas de alteração: o ponto que mais dá prejuízo

Aqui mora o drama do designer. O cliente pede "só mais uma mudança", depois outra, depois volta pra primeira versão. Quando você vê, o logo de 10 horas virou 25.

A solução é simples e educada: combine por escrito quantas rodadas estão no preço (duas ou três é comum). O que passar disso é cobrado por hora ou por rodada. Para mais detalhes, veja como cobrar por alterações extras.

Dica rápida: mande o orçamento com uma frase só: "Inclui X rodadas de ajuste. Extras: R$ Y por rodada." Isso evita muita discussão e protege a amizade.

E se o cliente pedir R$ 300?

Acontece. Dos R$ 300, as taxas levam uns R$ 30. Tire os R$ 100 de ferramenta, e sobram R$ 170 pras 10 horas. Dá R$ 17 por hora, bem longe dos R$ 50 que você vale.

Em vez de aceitar, ofereça um pacote menor: menos rascunhos, menos entregas, menos tempo. O preço cai porque o trabalho cai, e não porque você aceitou ganhar menos.

Logo, identidade visual e pacotes

Muita gente confunde as duas coisas, mas elas são bem diferentes. O logo é a marca. A identidade visual inclui paleta de cores, tipografia, aplicações e, às vezes, um manual de uso.

Uma boa forma de vender é em três pacotes: logo simples, logo com cartão e papelaria, e identidade completa. O cliente escolhe o que cabe, e você nunca precisa dar desconto na hora. Se o cliente depois pedir posts e redes sociais, veja quanto cobrar por social media e post pra Instagram. Mais ideias estão na página do ramo de design e social media.

Mito x verdade

Mito: "Logo é só um desenho, qualquer um faz."

Verdade: o desenho é a ponta do iceberg. Embaixo estão a pesquisa, a estratégia e as horas de teste. É isso que o cliente está contratando.

Como contar a proposta pro cliente

Cliente leigo costuma ver o logo como um arquivo. Você precisa mostrar que ele está comprando um caminho: entender o negócio, testar ideias e entregar uma marca que funciona no cartão, no perfil, na fachada.

Uma boa proposta tem poucas linhas e diz o que o cliente recebe: quantas opções de logo, quantas rodadas de ajuste, quais formatos de arquivo e em quantos dias. Quando está tudo claro, ninguém precisa discutir preço no susto.

Cuidado com o "trabalho de teste"

Tem cliente que pede um logo "de teste", sem pagar, "pra ver se gosta". Nesse caso, você gasta horas, e se ele não gostar, não sobra nada. Prefira cobrar um valor pequeno pela primeira etapa (briefing e conceito), que abate do total se ele fechar.

Isso mostra que o seu tempo vale, e filtra quem só quer ideia grátis.

O que fica de fora do orçamento

Deixe claro o que não entra: impressão, hospedagem de arquivos, fontes pagas específicas pro cliente, registro da marca. Se ele quiser essas coisas, é outro serviço (ou outro profissional).

Antes de mandar a próxima proposta

  • Calcule sua hora de verdade.
  • Estime as horas de cada etapa.
  • Defina as rodadas incluídas.
  • Escreva o que está dentro e o que está fora.
  • Peça um sinal pra começar.

Quando bater preguiça da conta, o app faz por você.

Perguntas frequentes

Quanto cobrar por um logo?

Depende da sua hora, do tempo que o projeto leva e do que está incluído. No exemplo do artigo, um logo simples de 10 horas sai por R$ 750. Monte o seu valor com as suas horas, e não com o preço do concorrente.

Quantas alterações devo incluir no logo?

O comum é combinar duas ou três rodadas no pacote. Passou disso, cobre à parte por hora ou por rodada, e deixe isso escrito na proposta.

Logo e identidade visual são a mesma coisa?

Não. O logo é a marca em si. A identidade visual inclui cores, fontes, aplicações e um manual. Por ter mais entregas, custa mais.

Devo mandar o arquivo editável pro cliente?

Fica a seu critério, mas decida antes e coloque no orçamento. Se o editável estiver incluso, o preço deve considerar isso; se for cobrado à parte, avise na proposta.

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