Preço no iFood: como calcular sem pagar pra vender
Calcule o preço no iFood levando em conta comissão, pagamento online e entrega. Um exemplo fácil de yakisoba mostra por que o app pede outro preço.
Taxas do iFood sem susto: o que sai de cada pedido, por que o preço do app não pode ser o do balcão e como fechar a conta com um exemplo fácil.

Você abre o primeiro extrato do iFood e pensa: "Cadê o resto do dinheiro?". O prato saiu por um preço no aplicativo e o que caiu na conta é bem menor. Não é erro. É que as taxas do iFood são várias, e cada uma é descontada de um jeito.
Bora separar cada uma e ver como transformar tudo num preço que ainda deixa lucro.
Pensa no iFood como um shopping: você tem a vitrine, o movimento e o segurança, e paga aluguel por isso. Nem todo plano tem as mesmas cobranças, mas as mais comuns são:
Os nomes dos planos e os percentuais mudam com frequência. Por isso tudo aqui é exemplo. A fonte certa é o Portal do Parceiro e o contrato do seu estabelecimento. Em dúvida, a central de ajuda pra parceiros do iFood é onde conferir.
Um restaurante vende lasanha individual. Somando ingredientes, embalagem, sacola e mão de obra, o prato custa R$ 14 pra fazer.
No balcão, ele paga cerca de 5% de taxa de maquininha e quer 25% de lucro. Os dois juntos ficam com 30% do preço, e sobram 70% pra pagar os R$ 14. O preço no balcão é R$ 20.
No aplicativo, vamos imaginar um plano em que comissão e pagamento online somam 25%. Com o mesmo lucro de 25%, sobram só 50% do preço pra pagar os R$ 14. O preço no app é R$ 28.
Ou seja, a mesma lasanha precisa custar R$ 8 a mais no aplicativo pra render o mesmo lucro.
É o erro mais comum: cadastrar no app a mesma tabela da loja. Olha o que acontece com a lasanha a R$ 20 no aplicativo:
R$ 1 por prato. Um pouco mais de queijo, uma embalagem mais cara ou um pedido cancelado, e a conta vira prejuízo. Você trabalha o dia inteiro para o iFood ficar com a melhor fatia.
Dica rápida: nunca copie o preço do balcão pro app. Calcule um preço próprio com as taxas do seu plano.
Mito. Muitos restaurantes têm preço no aplicativo maior que no balcão, e o cliente já espera isso. A questão é tratada em cardápio do iFood mais caro que o balcão.
Verdade. Se o preço do app ficar alto demais, a saída não é baixar tudo. Tem três caminhos:
A comparação geral está em preço no iFood.
Se o seu plano tem mensalidade ou taxa fixa por pedido, ela não entra como porcentagem. O jeito mais simples: some o valor fixo do mês, divida pelos pedidos do app no mesmo mês e some o resultado ao custo do prato.
Use uma média realista, não o melhor mês. No mês em que o app vende pouco, esse valor por pedido sobe.
Quando a entrega é da loja, o custo do motoboy ou da gasolina é seu. Quando é do app, o custo está dentro da comissão maior. A taxa de entrega que o cliente paga costuma ser uma cobrança separada do prato, e quem fica com ela depende do plano. Olhe o extrato de um pedido real pra entender o caminho do dinheiro.
Pra escolher entre os formatos, compare o preço do prato em cada plano com o custo da entrega própria. O guia iFood: entrega própria ou parceira faz isso com mais detalhe.
Duas coisas fogem da tabela:
O extrato é o documento mais confiável sobre as suas taxas. Pega um pedido pago online e anota quatro valores: o total que o cliente pagou, a comissão descontada, a taxa do pagamento e o que entrou no repasse.
Divida cada desconto pelo total do pedido. Se a soma bate com o seu contrato, a conta está certa. Se não bate, procure a diferença: pode ser uma campanha ou uma cobrança que você nem sabia que tinha ativado.
Pra testar outros canais, use a calculadora de marketplace. E se quiser que o app faça isso por você, é só testar de graça.
Depende do plano que você contratou e muda com o tempo, então não existe um número único e seguro. Em planos de entrega própria a comissão costuma ser menor do que nos planos em que o entregador é do aplicativo. Confira o percentual atual no Portal do Parceiro.
Não costuma estar. A comissão paga o uso da plataforma, e o pagamento feito pelo app tem uma taxa à parte sobre o valor da venda. Some as duas na hora de calcular o preço, usando os números do seu contrato.
Isso muda por plano e por tipo de taxa. Algumas cobranças incidem só sobre o valor dos itens, outras sobre o total. Olhe o extrato de um pedido real: ele mostra quanto foi descontado e sobre qual valor.
Pode. Muitos restaurantes têm um preço no aplicativo maior do que o do balcão justamente por isso. A conta é a mesma de qualquer plataforma: o custo precisa caber no que sobra depois das taxas e do lucro.
Depende de quem banca a promoção: a plataforma, a loja ou as duas partes. Antes de aderir, veja na tela da campanha quanto do desconto é seu. O valor dele também entra na conta de lucro.
Você já sabe o caminho. Agora é só aplicar em cada produto ou serviço que você vende, e a parte chata da conta pode ficar com o app: você conta quanto gasta e quanto quer ganhar, e ele mostra o preço certo e quanto sobra em cada venda. Dá pra testar grátis, sem cadastro.
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