Tabela de preços de manicure: como montar a sua
Monte a tabela de preço de manicure a partir da sua hora de cadeira: mão, pé, gel e alongamento, num passo a passo leve e com exemplo fácil.
Preço mão e pé sem chute: veja a conta do atendimento completo (material, tempo e taxas) e o que acontece quando você cobra barato demais.

A cliente chega pontualmente, senta, estende a mão e conta a vida inteira em uma hora. Você ouve, caprichou, esmaltou, fez o pé, e quando ela vai embora, você nota que o dia está meio perdido.
Quem faz unha sabe que o relógio não perdoa. O preço mão e pé precisa pagar o material, o seu tempo e o seu lucro, e não só o que parece certo porque é o que todo mundo cobra. Vamos olhar com carinho a conta.
Quem vê de fora acha que é só esmaltar. Quem faz sabe que o tempo vai pra mais coisas:
Somando, o atendimento completo passa fácil de uma hora. E essa hora vale dinheiro mesmo quando a cliente está só conversando.
Pensa na cadeira da manicure como um assento de ônibus: ela só gera renda enquanto tem alguém sentado. Quanto mais tempo ocupada por pouco valor, mais caro sai.
Material de manicure é um monte de coisinha pequena. Acetona, algodão, lixa, palito, luvas, esmalte, base, top coat. Cada uma custa pouco, mas juntas pesam.
Em vez de pesar cada gota, faça assim: some tudo que comprou no mês e divida pelo número de clientes. Você tem o gasto médio por atendimento, e ele já inclui o que se perde. Pra aprofundar, veja custo do material de manicure por cliente.
Imagina um mão e pé de uma hora e meia. É só um exemplo, troque pelos seus números.
O custo é R$ 42. Como taxas e lucro levam 30% do preço, o custo cobre os outros 70%. Então: R$ 42 divididos por 0,70 dão R$ 60.
É um preço comum em certas regiões. Dos R$ 40, as taxas levam R$ 4. Sobram R$ 36, que nem pagam o custo de R$ 42. Ou seja, você paga R$ 6 pra atender a cliente.
Dá pra viver de um preço assim? Só se você fizer muita unha por dia e aceitar cansar o corpo. Na prática, o preço baixo vira dor nas costas e pouco dinheiro.
Mito: "Cliente de manicure só paga barato."
Verdade: tem cliente pra todo preço. Quem quer só preço baixo, vai embora na primeira promoção. Quem valoriza capricho e pontualidade fica com você.
Dá pra montar uma tabelinha simples: mão, pé e combo. Mão leva menos tempo que pé, e o combo pode ter um desconto pequeno, porque você economiza no preparo.
O cuidado é não exagerar: se o desconto passar do que você economiza, você paga pra atender. Veja mais ideias na tabela de preços de manicure e, se quiser incluir serviço de relaxamento, SPA dos pés.
Quem atende no domicílio da cliente tem custo de deslocamento e tempo de ida e volta. Esse tempo é seu, mesmo que não apareça no relógio da cliente. O artigo de manicure a domicílio explica como colocar isso no preço. Mais sobre o ramo na página de manicure.
Quem faz unha sabe: tem cliente que fala muito, tem esmalte que demora a secar, tem cutícula que dá mais trabalho. O tempo escorre sem a gente ver.
Um truque é marcar no papel o horário de início e de fim dos próximos dez atendimentos. Faça a média e use esse número, e não o que você acha que gasta. Quase sempre a média real é maior do que a que está na cabeça.
Cliente antiga que está acostumada a pagar pouco costuma estranhar aumento. A saída é avisar com antecedência e explicar de forma simples: o material subiu e o seu tempo vale mais. Quem gosta do seu trabalho entende.
Se quiser suavizar, mantenha uma opção mais simples pelo preço antigo, por exemplo só a mão ou um atendimento mais rápido. A cliente escolhe, e ninguém se sente forçado.
Separe uma fatia pequena de cada atendimento pra repor o material. Esmalte acaba, lixa gasta, alicate precisa de manutenção. Quem não separa, sente o aperto quando precisa comprar tudo de uma vez.
Se bater preguiça, o app faz a conta por você em poucos segundos.
Depende do material, do tempo e da sua região. No exemplo do artigo, um atendimento de uma hora e meia sai por R$ 60. A forma segura é calcular com os seus gastos, em vez de copiar o salão do bairro.
Pode ter, desde que pequeno. Vale lembrar que juntos você economiza no preparo, mas o tempo total continua grande. Conte o seu piso antes de oferecer.
Acetona, algodão, lixa, palito, luvas, esmalte, base e top coat, além do que gasta no cuidado com os instrumentos. Divida tudo pelo número de clientes pra achar o custo por atendimento.
Não necessariamente. Mesmo em casa existem material, tempo e o espaço que você ocupa. A diferença é que o aluguel do salão não aparece, mas outras contas ficam no lugar.
Você já sabe o caminho. Agora é só aplicar em cada atendimento que você vende, e a parte chata da conta pode ficar com o app: você conta quanto gasta e quanto quer ganhar, e ele mostra o preço certo e quanto sobra em cada venda. Dá pra testar grátis, sem cadastro.
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