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Corte a laser: quanto cobrar por minuto de máquina

Corte a laser preço: entenda o que pesa no minuto de máquina, por que cobrar só a máquina te deixa no prejuízo e um exemplo fácil de pedido.

Por Equipe Acerta o Preço Atualizado em 4 min de leitura
Imagem ilustrando: Corte a laser: quanto cobrar por minuto de máquina
Neste artigo
  1. O minuto da máquina é uma conta de gotinhas
  2. Mito x verdade: "se a máquina está parada, tá de graça"
  3. Um exemplo pra copiar
  4. Por que só o minuto de máquina não basta
  5. Cliente traz o arquivo e a chapa
  6. MDF, acrílico e outros materiais
  7. Desperdício: a chapa que sobra também é sua
  8. Mini teste: você tá cobrando direito?
  9. Cola pra levar

Cliente chegou com um desenho bonito e uma pergunta que parece inocente: "quanto fica pra cortar isso aí?". Você olha pro laser, olha pro relógio, pensa "uns 40 minutos de máquina" e solta um número. Dois dias depois, fica sem entender por que o caixa não fecha.

Quase sempre é porque o preço do corte a laser foi calculado só pelo tempo em que a máquina fica ligada. E o laser, coitado, é só uma parte da história.

O minuto da máquina é uma conta de gotinhas

Pensa na máquina como um carro. Ela gasta combustível (energia), precisa de revisão (manutenção) e um dia a peça mais cara acaba (o tubo). Nada disso aparece na hora que você corta, mas tudo vai sendo consumido minuto a minuto.

O jeito de enxergar:

  1. Some o que a máquina gasta por ano: desgaste, tubo, manutenção e energia.
  2. Divida pelas horas que ela realmente trabalha.
  3. Você descobre o custo de cada hora, e de cada minuto.

É uma conta pequena por pedido, mas é ela que paga a máquina nova lá na frente. Esses valores são sempre exemplo: use os seus.

Mito x verdade: "se a máquina está parada, tá de graça"

Mito. Parada ou não, ela perde valor, e o espaço, a energia e a manutenção continuam existindo.

Verdade. Cada minuto de corte precisa carregar um pedacinho do custo da máquina inteira. Se você não cobra, está pagando o cliente pra usar o seu equipamento.

Um exemplo pra copiar

Imagina um pedido de 40 tags de lembrancinha em MDF, gravadas. Somando a chapa, o uso da máquina e o seu tempo de arte e acabamento, o pedido custa R$ 66 pra você.

Do preço final, uma fatia vai pra taxa do cartão e outra é o seu lucro. No exemplo, 4% e 30%. Sobram 66% pra pagar o custo.

R$ 66 dividido por 0,66 dá R$ 100. São R$ 2,50 por tag.

Conferindo: de R$ 100, R$ 4 vão pra taxa, R$ 66 pagam o custo e R$ 30 são seus.

Por que só o minuto de máquina não basta

O erro mais comum é cobrar "40 minutos de laser" e esquecer o que acontece antes e depois. Arrumar o arquivo, testar a potência, posicionar a chapa, tirar as peças, lixar a fumaça, embalar.

Se o laser cortou por 40 minutos, mas você ficou 2 horas no pedido, o seu tempo vale pelas 2 horas. Esse tempo extra precisa de preço. Pra aprender a fazer isso, veja o texto de quanto cobrar por peça de MDF.

Dica rápida: cronometre um pedido de verdade, do primeiro arquivo até a embalagem. Você vai se surpreender com onde o tempo vai.

Cliente traz o arquivo e a chapa

Acontece bastante. O cliente já tem o desenho e a chapa, e quer só o corte. Nesse caso você cobra:

  • o tempo da máquina (com desgaste e energia),
  • o preparo e o ajuste do arquivo,
  • uma taxa pelo risco, porque se queimar a chapa dele, o problema é seu.

Você tira o material e a arte, mas não tira o resto. Combine por escrito que a chapa é por conta e risco dele.

MDF, acrílico e outros materiais

Cada material tem velocidade, desperdício e risco diferentes. MDF é o mais comum, acrílico é mais caro e cobra mais cuidado, couro e papel pedem ajuste de potência.

Por isso, monte uma tabela com o custo base de cada um. Quem faz letreiro e placa vai gostar do artigo sobre letreiro de acrílico, e quem também grava leia gravação a laser.

Desperdício: a chapa que sobra também é sua

Quando você corta peças numa chapa, sempre sobra um pedaço que ninguém mais vai usar. Esse retalho é material pago. Se você só conta as peças, o desperdício sai do seu bolso.

Dois jeitos de lidar: encaixar bem as peças pra sobrar menos, e somar uma pequena folga no custo do material. Quem faz isso nunca é pego de surpresa quando a chapa acaba mais rápido que o previsto. Cliente de lote grande também aproveita melhor a chapa, e isso pode virar um preço melhor pra ele.

Mini teste: você tá cobrando direito?

  • Você cobra a arte, mesmo quando é rápida?
  • Você coloca o desgaste da máquina no preço?
  • Você sabe quanto custa o seu minuto de laser?

Se ficou em dúvida em alguma, é sinal de que a tabela pede uma revisão.

Cola pra levar

  • Descubra o custo do minuto de máquina uma vez e use sempre.
  • Conte também arte, preparo e acabamento.
  • Cliente com arquivo pronto paga menos, mas não paga zero.
  • Reserve uma fatia pra taxa e outra pro lucro.
  • Monte uma tabela por material.

Com tudo anotado, o pedido seguinte demora segundos pra orçar. E se der preguiça, o app faz a conta por você. Quer mais ideias do ramo? Passe na página de corte a laser e impressão 3D, e se também trabalha com 3D, veja o preço da impressão 3D.

Perguntas frequentes

Como calcular o preço do corte a laser?

Some o custo da máquina pelo tempo usado, o material, o seu tempo de arte e acabamento, e reserve uma fatia pra taxa e pro lucro. O total é o preço do pedido.

O que entra no custo do minuto de máquina?

O desgaste do tubo, a manutenção, a energia e o valor do equipamento diluído ao longo do uso. Dividir isso pelas horas que a máquina trabalha dá o custo de cada minuto.

Posso cobrar só o material mais a máquina?

Pode, mas você vai trabalhar de graça na arte, no preparo e no acabamento. Esses minutos existem e precisam de preço.

Quanto cobrar quando o cliente traz o arquivo pronto?

Cobre menos que o pedido com arte, mas ainda inclua máquina, preparo e desgaste. Arquivo pronto economiza o seu tempo de desenho, não o da máquina.

Acrílico custa mais que MDF pra cortar?

Geralmente o material é mais caro e pede mais cuidado. Calcule cada material separado, porque a velocidade e o desperdício mudam.

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