CMV de restaurante: como calcular e qual o ideal
CMV de restaurante sem complicação: como calcular com o estoque, qual é o ideal pro seu caso e onde o dinheiro da cozinha costuma escapar.
Preço de drink sem chute: como sair do preço da garrafa pro custo da dose, o que ninguém lembra de contar e como evitar o desperdício no balcão.

Todo dono de bar novo faz a mesma conta na cabeça: "um litro de vodka custou R$ 60 e rende um monte, vai ser lucro puro". Rende mesmo. Só que o cliente não compra a garrafa. Ele compra um copo, com a dose, o limão, o gelo e a mistura, e é isso que tem custo.
Então o preço de drink começa por um jeito diferente de olhar: do litro pra dose, e da dose pro copo. Bora desmontar isso de um jeito leve. Os valores são só exemplo, troque pelos que você paga.
Pensa numa pizza. Você não paga a pizza inteira por fatia, paga a pizza dividida pelas fatias. Com a garrafa é igual.
Um litro de vodka a R$ 60 rende 20 doses de 50 ml. Cada dose custa R$ 3. Fez a divisão, achou o custo da dose. Repete pra cada garrafa da carta: gin, campari, aperol, espumante. Dica de quem é do ramo: arredonde as doses pra baixo, porque sempre sobra um restinho que ninguém aproveita.
Agora o drink de verdade. Pega o Moscow mule: vodka, ginger beer, limão, hortelã, gelo e o copo que precisa ser lavado. Somando tudo, o copo custa uns R$ 10, e o destilado é só uma parte.
Aqui mora a surpresa: o ginger beer costuma pesar mais que a vodka. Quem confere só a garrafa do destilado erra o custo do drink por vários reais. Gelo, fruta, hortelã e o desgaste do copo também entram, cada um com seu centavinho.
Dica rápida: faça uma ficha por drink, com cada ingrediente e a dose. Quando o fornecedor subir o preço, você troca um número e já sabe o drink novo.
Drink tem margem alta, e isso não é gana. O preço precisa pagar bartender, aluguel, energia, música, quebra de copo e ainda o lucro de quem abriu o bar.
Vamos fazer a conta simples. O mule custa R$ 10 pra fazer. Imagina que cartão e imposto levam 10% do preço e que você quer 50% de margem. Juntos, são 60% do preço comprometidos. Sobram 40% pra pagar o custo. Se R$ 10 são 40% do preço, o preço inteiro é R$ 25.
Conferindo: de R$ 25, R$ 2,50 vão pra taxa, R$ 10 pagam o copo e R$ 12,50 ficam pra casa e pro dono.
Mito. Muita gente aprende a regra do CMV, algo como "o custo da bebida deve ficar entre 25% e 35% do preço", e sai multiplicando.
Verdade. A regra é uma boa referência rápida, mas ela ignora a taxa do cartão e o que realmente sobra no fim. Use como conferência, não como única conta. A explicação do CMV está em CMV no restaurante, e a versão do bar em precificação de bebidas no bar.
O custo calculado é o do drink perfeito. Na vida real, ele vaza por alguns buracos:
Vale colocar uma reserva pra perda no preço, tipo uns pontos a mais no custo do destilado. Pouco por copo, bastante no mês.
O mocktail de frutas custa bem menos que o mule, então o preço também é menor. Só que a sobra em reais por copo é menor também. Vale ter na carta, porque abre a mesa pra quem não bebe, mas o mule continua sendo o drink que paga a casa.
O xarope caseiro (de açúcar, gengibre ou frutas) quase não pesa no custo. O que pesa é o tempo de preparo e a validade, então anote o dia em que foi feito.
Evento tem outra conta: o cliente paga por pessoa, o consumo médio muda e o copo é descartável. Esse caso está em quanto cobrar por gin tônica e drink de festa. E a caipirinha, com fruta e cachaça, está em quanto cobrar por caipirinha.
Se bater preguiça, o app faz a conta de cada drink por você. As outras bebidas do ramo estão em bebidas e drinks, e a calculadora de custo por unidade também ajuda.
Divida o preço de cada garrafa pelo número de doses que ela rende e some tudo o que vai no copo: destilado, mistura, fruta, gelo e o próprio copo. É uma divisão simples, repetida pra cada ingrediente.
Como o preço do drink precisa pagar bartender, aluguel, energia, quebra e lucro, a margem costuma ser mais alta que em outros ramos. Veja os seus custos fixos antes de escolher o número.
Precisa. Um drink leva bastante gelo, e ele tem custo de água, energia ou compra. Em dias quentes, o consumo sobe. Coloque um valorzinho por drink e revise de vez em quando.
Use dosador, meça as porções e controle as cortesias. Pouca coisa a mais em cada copo vira muita bebida no fim do mês. Conte também os drinks de teste e os que voltam.
Venda de bebida alcoólica depende de licenças e regras do município e só pode ser feita para maiores de 18 anos. Antes de abrir, confira o alvará e as exigências com a prefeitura e a vigilância sanitária da sua cidade.
Você já sabe o caminho. Agora é só aplicar em cada dose que você vende, e a parte chata da conta pode ficar com o app: você conta quanto gasta e quanto quer ganhar, e ele mostra o preço certo e quanto sobra em cada venda. Dá pra testar grátis, sem cadastro.
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