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Quanto cobrar por um site: o orçamento passo a passo

Quanto cobrar site: como montar o orçamento contando horas de reunião, design, código e ajustes, sem trabalhar de graça. Exemplo fácil.

Por Equipe Acerta o Preço Atualizado em 4 min de leitura
Imagem ilustrando: Quanto cobrar por um site: o orçamento passo a passo
Neste artigo
  1. Site é uma casa, não uma foto
  2. O exemplo: 30 horas de projeto
  3. Mito x verdade: "site é rápido, é só montar"
  4. Escopo: a melhor proteção do seu tempo
  5. Landing page ou loja virtual?
  6. E depois que o site está no ar?
  7. Erros que levam a projeto infinito
  8. Pagamento em etapas
  9. Como se diferenciar
  10. Conversa de preço sem medo
  11. Cola rápida pra levar

O cliente manda uma mensagem simples: "preciso de um site, quanto fica?". Parece uma pergunta de resposta rápida, mas você sabe que "site" pode ser uma página de uma tela ou uma loja inteira. E o valor muda muito de um caso pra outro.

Para responder quanto cobrar site sem medo, pense assim: você não vende o site pronto, você vende as horas que levam até ele ficar pronto.

Site é uma casa, não uma foto

Quem pede um site geralmente imagina o resultado final, como numa foto. Mas fazer um site é como construir uma casa: tem planta, fundação, obra, acabamento e vistoria. As etapas:

  • conversa e levantamento do que o cliente precisa;
  • estrutura e design;
  • desenvolvimento;
  • conteúdo, textos e imagens;
  • testes e ajustes;
  • publicação e orientação inicial.

Cada uma gasta horas. Se você só contar a parte do código, as outras viram trabalho de graça.

O exemplo: 30 horas de projeto

Pra ficar fácil, imagina um site que leva 30 horas no total, com a sua hora a R$ 50. Isso dá um custo de R$ 1.500. É só um exemplo, troque pelos seus números. Para chegar ao valor da sua hora, veja valor da hora de programador freelancer.

Considere 10% de impostos e taxas e 30% de lucro. Sobram 60% do preço pra cobrir o custo. O preço é R$ 1.500 dividido por 0,60.

Dá R$ 2.500. Conferindo: R$ 250 vão pros impostos e taxas, R$ 1.500 pagam o custo e R$ 750 são seus.

Mito x verdade: "site é rápido, é só montar"

Mito: com as ferramentas de hoje, um site sai em uma tarde.

Verdade: até sai, quando o conteúdo está pronto e o cliente sabe o que quer. Na vida real, esperar textos, fotos e respostas atrasa tudo. Esse tempo de espera e de ida e volta também é trabalho, e precisa estar no orçamento.

Escopo: a melhor proteção do seu tempo

Antes de falar o valor, deixe escritas as respostas para estas perguntas:

  1. Quantas páginas tem o site?
  2. Quem fornece textos e fotos?
  3. Quantas rodadas de ajuste estão incluídas?
  4. Hospedagem e domínio: quem paga e quem contrata?
  5. O que acontece depois da entrega?

Dica rápida: mande o escopo por e-mail e peça um "de acordo". Parece formal, mas poupa muita conversa chata no meio do projeto.

Landing page ou loja virtual?

Um site institucional é diferente de uma landing page, que é diferente de uma loja. Quanto mais funções, mais horas. Veja as contas específicas em quanto cobrar por landing page e quanto cobrar por loja virtual.

E depois que o site está no ar?

Site precisa de atualização, backup e suporte. Se você oferece isso, pode virar uma renda mensal previsível, separada do projeto. Leia quanto cobrar por manutenção de site.

Se quiser mais conteúdo do ramo, a página de tecnologia e escrita tem de tudo.

Erros que levam a projeto infinito

Alguns problemas se repetem muito:

  • Orçamento sem divisão por etapas. Fica difícil mostrar o que cada parte exige.
  • Cliente que não entrega o conteúdo. O projeto trava e as horas escorrem em espera.
  • Aceitar mudança de escopo sem reajustar. O que era um site simples vira um sistema.
  • Cobrar tudo na entrega. Se algo der errado, você já trabalhou sem receber.

Uma saída comum é dividir o pagamento em parcelas ligadas às etapas, com uma parte no início. Isso protege os dois lados e deixa claro o ritmo do projeto.

Pagamento em etapas

Um modelo simples: uma parte na aprovação do orçamento, outra na entrega do design e a última na publicação. Cada etapa tem um combinado claro de entrega, e o cliente acompanha o andamento.

Se o cliente atrasar o conteúdo, o cronograma também desliza. Escreva isso desde o começo, de forma educada.

Como se diferenciar

Portfólio, clareza na conversa e prazos cumpridos valem mais do que o menor preço. Mostre exemplos do que já fez, explique o processo em linguagem simples e entregue o que prometeu.

Quando o cliente confia, ele não escolhe só pelo preço. E você consegue cobrar de acordo com o valor do seu trabalho, que é o que mantém o negócio de pé.

Conversa de preço sem medo

Quando o cliente pedir desconto, em vez de baixar o valor, ofereça tirar algo do escopo. Menos páginas, menos funções, entrega em fases. Assim ele escolhe dentro do que cabe no orçamento e você mantém o seu trabalho valorizado.

Lembre também de que um site barato demais pode atrair quem não valoriza o processo. Cobrar com clareza ajuda a atrair clientes que respeitam o seu tempo.

Cola rápida pra levar

  • Liste as etapas e estime as horas de cada uma.
  • Conte reunião, espera e ajustes.
  • Escreva o escopo e as rodadas de ajuste.
  • Deixe claro quem paga hospedagem e domínio.
  • Ofereça manutenção como serviço à parte.

Com um orçamento assim, você chega na conversa mais segura. Se quiser ajuda no cálculo, o app resolve em poucos toques.

Perguntas frequentes

Como calcular o preço de um site?

Estime as horas de cada etapa: conversa inicial, design, desenvolvimento, conteúdo, testes e ajustes. Multiplique pelo valor da sua hora, some custos e impostos, e inclua o lucro que você quer.

Cobro por hora ou por projeto?

Por projeto costuma ser mais claro para o cliente, desde que você calcule as horas por dentro e proteja o escopo. Por hora serve melhor pra serviços sem fim definido.

Hospedagem e domínio entram no preço?

Depende do combinado. O mais comum é deixar claro se o cliente paga direto ou se você repassa. Seja transparente e coloque por escrito.

Como lidar com o cliente que pede mudanças sem parar?

Defina quantas rodadas de ajuste estão incluídas. O que passar disso vira serviço extra, cobrado à parte. Isso deixa a relação saudável.

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