Preço de cachorro-quente: do simples ao prensado
Preço de cachorro quente sem chute: o que pesa no custo do carrinho, por que o completo precisa de preço próprio e um exemplo fácil pra copiar.
Preço de hambúrguer artesanal sem mistério: o que entra no custo do lanche, por que o app pede outro preço e como fazer a conta com um exemplo fácil.

Você já provou o hambúrguer da hamburgueria do outro lado da rua e pensou "o meu é melhor, mas o dele é mais barato"? Calma. Ele tem outro blend, outra caixa, outro aluguel e, provavelmente, outra conta. Copiar o preço do vizinho é como vestir a roupa dele: pode até servir, mas quase nunca cai bem.
O preço de hambúrguer artesanal certo nasce na sua cozinha, não na vitrine do concorrente. E a conta é bem menos assustadora do que parece.
Pensa num bolo. Ninguém vende só a farinha. O lanche funciona do mesmo jeito: o preço precisa cobrir tudo que foi pra dentro dele e tudo que o cerca.
Esquecer um desses itens é o jeito mais comum de vender muito e sobrar pouco.
Mito: se a carne está cara, é só ela que pesa no lanche.
Verdade: a carne é o maior item, mas não o único. Quem calcula só "uns R$ 8 de carne" esquece pão, queijo, molho, caixa e a própria hora. O lanche custa bem mais do que o disco.
Por isso a ficha técnica começa no quilo do blend, não no palpite. Se quiser um passo a passo calmo de como montar a ficha de cada lanche do cardápio, vale ler ficha técnica de hambúrguer.
Imagina que, somando tudo (carne, pão, queijo, molhos, gás, caixa e a sua hora), o seu clássico custa R$ 18 pra ficar pronto na mão do cliente. Esse é o custo, ainda sem lucro.
No balcão, de cada venda saem a taxa da maquininha e o imposto. No exemplo, juntos, ficam em 10% do preço. E você quer que 30% do preço sobrem como margem, pra pagar aluguel, energia e ainda ter lucro.
Então, de cada real vendido, 10 centavos vão pras taxas e 30 centavos ficam pro negócio. Sobram 60 centavos pra pagar o custo. Se 60% do preço são R$ 18, o preço inteiro é R$ 18 dividido por 0,60:
R$ 30. Redondinho.
Conferindo: dos R$ 30, R$ 3 vão pras taxas, R$ 18 pagam o lanche e R$ 9 ficam pro negócio. A conta fecha.
Agora o mesmo lanche vai pro app. A comissão do aplicativo e a taxa do pagamento online saem do preço, e são bem maiores que a da maquininha. No exemplo, somando o imposto, chegam a 30% do preço. Os números do seu plano você confere no portal do parceiro.
Refaz a conta: 30% de taxas e 30% de margem deixam 40 centavos de cada real pra pagar o custo. R$ 18 dividido por 0,40 dá R$ 45.
E se você anunciar no app pelos mesmos R$ 30 do balcão? Desse valor, R$ 9 vão pras taxas, R$ 18 pagam o custo e sobram só R$ 3. Em vez de R$ 9, você ganha R$ 3. O aplicativo vira um sócio que não pediu licença.
Dica rápida: muita hamburgueria resolve isso com combos que só existem no app (lanche, batata e refri), já calculados com as taxas dentro. Veja a conta em quanto cobrar por combo de hambúrguer.
A conta detalhada das taxas de entrega está em preço no iFood pra hamburgueria.
Aqui mora um erro comum: cobrar o duplo como "clássico mais uns reais". O segundo disco e a fatia extra de queijo pesam no custo, e o pão e a caixa continuam os mesmos.
Dois jeitos de pensar:
A regra é simples: cada lanche do cardápio ganha a própria ficha. O smash, com discos menores, costuma ser mais rápido de montar e ajuda a girar a chapa no horário de pico. Mas isso só aparece na conta se você fizer a ficha dele.
Mini teste: você faz algum destes? Então presta atenção.
Antes de baixar o preço, olhe pra ficha. Dá pra mexer na gramagem do bacon, trocar o fornecedor do pão ou deixar a cebola caramelizada só no lanche da casa. Mexer no custo é mais seguro do que mexer na margem.
Outra saída é o combo: batata e refrigerante têm custo baixo perto do preço e aumentam o valor do pedido sem tocar no lanche. Pra ver se a operação inteira fecha no mês, leia hamburgueria delivery dá lucro.
Lembre que os valores deste texto são só um exemplo. Troque pelos que você paga no açougue e no fornecedor.
Quer ver os outros lanches do ramo, como cachorro-quente e porções? Passe pela página de hamburgueria e lanches. E se bater preguiça de fazer a conta, o app faz por você.
Depende do preço da carne, que costuma ser mais da metade do custo dos ingredientes. Some ainda pão, queijo, molhos, gás, embalagem e o seu tempo. Pese tudo numa produção real e divida pelos lanches que saíram certos.
Os discos mais comuns ficam entre 120 g e 180 g de carne crua. O smash usa discos menores, prensados na chapa. Anuncie o peso cru e mantenha o mesmo em toda a produção, porque a carne perde peso ao fritar.
Muitas hamburguerias usam acém como base e misturam peito, fraldinha ou costela pra dar sabor e gordura. Cada corte muda o custo do quilo, então refaça a ficha sempre que trocar a receita.
Dá quando o preço cobre ingredientes, embalagem, a sua hora, as taxas e ainda deixa uma sobra pra pagar aluguel e energia. Se o preço só cobre o custo do lanche, o negócio pode estar no vermelho sem você perceber.
Você já sabe o caminho. Agora é só aplicar em cada lanche que você vende, e a parte chata da conta pode ficar com o app: você conta quanto gasta e quanto quer ganhar, e ele mostra o preço certo e quanto sobra em cada venda. Dá pra testar grátis, sem cadastro.
Preço de cachorro quente sem chute: o que pesa no custo do carrinho, por que o completo precisa de preço próprio e um exemplo fácil pra copiar.
CMV de restaurante sem complicação: como calcular com o estoque, qual é o ideal pro seu caso e onde o dinheiro da cozinha costuma escapar.
Preço de coxinha sem chute: o que entra no custo (óleo e gás pesam!), exemplo fácil por unidade e como cobrar o cento e a coxinha grande.
Preço de pizza por sabor e tamanho: por que cada recheio e cada tamanho tem a sua conta, como a área do disco muda tudo e um exemplo fácil de seguir.
Preço de prato de restaurante: a ficha técnica, o CMV alvo em palavras simples e um exemplo fácil de lasanha pra você chegar no preço certo.
Bolo de pote para revenda sem susto: quanto cobrar da cantina ou da padaria, quanto ela pode vender e o que sobra pra você no fim da semana.