Imposto do MEI no preço: como o DAS entra na conta
Como colocar o imposto do MEI no preço sem susto: o DAS é fixo, então o jeito é diluir nas vendas. Exemplo fácil e erros comuns de quem esquece dele.
Quanto o MEI paga de imposto por mês: o que vem no DAS, por que o valor é fixo e como fazer essa guia caber no seu preço sem sustos.

Você abriu o MEI, ouviu que "é só uma guia por mês" e respirou aliviada. Aí chega o boleto e bate a dúvida: esse valor sai de onde? Eu coloco em cada venda? E se eu vender pouco no mês?
Calma, a conta é mais simples do que parece. Vamos ver quanto o MEI paga e, principalmente, como fazer esse valor caber no seu preço.
O imposto do MEI se chama DAS, e vence todo mês. Pensa nele como uma assinatura de streaming: o valor é o mesmo se você assistiu muito ou nada.
Dentro dele vão três partes:
ICMS e ISS entram como valores fixos pequenos, e não como porcentagem das vendas. Por isso eu não vou cravar um valor em reais aqui: ele muda todo ano, junto com o salário mínimo, e depende das ocupações do seu cadastro.
Pega o valor certo no boleto do Portal do Empreendedor ou no aplicativo MEI. Valor de tabela que circula na internet pode estar velho.
Dentro do limite e sem situações especiais, o MEI fica dispensado dos impostos federais que outras empresas pagam sobre o faturamento. É por isso que a guia é tão menor que a de uma empresa comum.
Essa é uma das maiores vantagens do MEI. Ela depende de ficar dentro do limite de faturamento, que é de R$ 81 mil por ano (confira no Portal do Empreendedor se mudou). Quem se aproxima do teto ou passa dele precisa checar a situação com um contador. Veja limite de faturamento do MEI e a comparação em MEI ou Simples.
Mito. Como o DAS é fixo, ele não cresce quando você vende mais. Somar um percentual em cada venda pode te fazer cobrar mais caro que o necessário.
Verdade. O DAS é custo do mês, igual aluguel e internet. A pergunta certa é: quantas vendas eu preciso fazer pra pagar o DAS e o resto dos gastos fixos?
Quem prefere transformar a guia em porcentagem pode ver como fazer em imposto do MEI no preço.
Um exemplo redondo (troque pelos seus números). Um mecânico MEI conserta bicicletas na garagem de casa. De cada revisão, depois de pagar material e taxa da maquininha, sobram R$ 50.
Os custos fixos do mês dele, com o DAS dentro, ficam em R$ 1.000. Dividindo, 20 revisões pagam o mês da empresa.
Só que 20 revisões pagam a empresa, não pagam o mecânico. Se ele quer tirar R$ 2.000 pra ele, essa retirada entra como mais um custo do mês. Agora são R$ 3.000 pra cobrir, e o número sobe pra 60 revisões, perto de duas por dia de trabalho.
É esse número que decide se o MEI funciona. O DAS sozinho quase não mexe no resultado.
Dica rápida: transforme "preciso ganhar bem" em "preciso de X vendas por mês". Número de vendas é uma meta que dá pra acompanhar.
Em mês de chuva, o mecânico fez só 30 revisões. Faltou dinheiro pra retirada inteira, mas o DAS vence do mesmo jeito.
Três hábitos evitam que a guia vire dívida:
Mais ideias de organização em organizar as finanças do MEI.
A transição pros novos tributos sobre consumo começou em 2026, em fase de teste. As mudanças são graduais. Não mude o preço por boato: acompanhe pelo Portal do Empreendedor e, se tiver uma situação específica, converse com um contador.
A calculadora de ponto de equilíbrio faz essa divisão com os seus números, e o app deixa isso ainda mais fácil.
Doze vezes o valor do DAS mensal, já que a guia vence todo mês, com ou sem vendas. Dentro do limite e sem outras situações especiais, não há outro imposto sobre o faturamento da empresa. A declaração anual é obrigatória, mas não gera cobrança a mais.
Não da forma que outras empresas pagam. Não existe porcentagem sobre cada venda: o imposto da atividade já está dentro do valor fixo do DAS. Vendendo mais ou menos no mês, a guia é a mesma.
A guia atrasada passa a ter multa e juros, e o período sem pagamento pode não contar pros benefícios do INSS. Dá pra emitir as guias em atraso e consultar parcelamento no Portal do Empreendedor.
Pode pagar a soma das partes da atividade: o ICMS do comércio e o ISS do serviço. A diferença no boleto é pequena, mas existe. O tipo de atividade vem das ocupações cadastradas no CNPJ.
Muda, porque a maior parte dele acompanha o salário mínimo. Quando o salário mínimo é reajustado, a guia acompanha. Confira o valor do ano no próprio boleto.
Você já sabe o caminho. Agora é só aplicar em cada produto ou serviço que você vende, e a parte chata da conta pode ficar com o app: você conta quanto gasta e quanto quer ganhar, e ele mostra o preço certo e quanto sobra em cada venda. Dá pra testar grátis, sem cadastro.
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