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Simples Nacional no preço de venda: alíquota efetiva na prática

Como colocar o Simples Nacional no preço de venda usando a alíquota efetiva, e não o número da tabela, num exemplo fácil de acompanhar.

Por Equipe Acerta o Preço Atualizado em 4 min de leitura
Imagem ilustrando: Simples Nacional no preço de venda: alíquota efetiva na…
Neste artigo
  1. O imposto também come uma fatia do preço
  2. Nominal x efetiva: a pegadinha da tabela
  3. O exemplo, com números redondos
  4. E se eu usar a alíquota errada?
  5. Mito x verdade: "mudei de faixa, meu imposto dobrou"
  6. E se o meu negócio é de serviço?
  7. Detalhes que mudam a conta no comércio
  8. Cola pra colocar o Simples no preço

Você saiu do MEI, abriu a tabela do Simples Nacional, viu lá um número tipo 7,3% e pensou: "então vou somar isso em todo preço". Parece o mais seguro, né? Só que, na maioria das vezes, é o jeito de cobrar mais caro do que precisa.

O que entra no preço é a alíquota efetiva. Calma, o nome é feio, mas a ideia é simples.

O imposto também come uma fatia do preço

Imagina a maquininha como uma sócia invisível que leva um pedacinho de cada venda. O imposto do Simples é outra sócia: ele é calculado sobre o faturamento, não sobre o lucro. Cada venda paga a sua parte, com lucro ou sem.

Isso significa que o imposto é uma porcentagem do preço, igualzinho à taxa do cartão. E, como qualquer taxa, ele entra na conta junto com as outras. Se você só soma ele em cima do custo, o imposto morde a sua margem. A lógica completa está em como calcular preço de venda, e a conta com impostos em preço de venda com impostos.

Nominal x efetiva: a pegadinha da tabela

A tabela do Simples mostra, pra cada faixa de faturamento, a alíquota nominal e uma coluna chamada parcela a deduzir. A nominal sozinha não é o que você paga.

A conta oficial, em palavras: pegue o faturamento dos últimos 12 meses, multiplique pela alíquota nominal da sua faixa, tire a parcela a deduzir e divida de novo pelo faturamento. O resultado é a efetiva.

Ela é sempre menor que a nominal, e sobe aos poucos, não de uma vez. Ou seja, passar pra faixa seguinte não faz o imposto dar um salto. A parcela a deduzir é a responsável por essa transição suave.

Dica rápida: a sua contadora ou o seu contador consegue te dar a alíquota efetiva em segundos. Peça o número do mês e use ele no preço. Os valores das faixas são definidos em lei e podem mudar, então a tabela em vigor sempre vale mais que qualquer artigo.

O exemplo, com números redondos

É só um exemplo, troque pelos seus. Uma peça custa R$ 60 pra você. Sua alíquota efetiva do Simples está em 5% e a taxa média da maquininha em 5%. Você quer 30% de lucro.

Somando, imposto, taxa e lucro ficam com 40% do preço. Sobram 60% pra pagar o custo. Se R$ 60 são 60% do preço, o preço é R$ 100.

Conferindo: R$ 5 vão pro imposto, R$ 5 pra maquininha, R$ 30 ficam de lucro e R$ 60 pagam o custo.

E se eu usar a alíquota errada?

Dá pra errar de dois jeitos.

Usar a nominal da tabela. Em vez de 5%, você usaria uns 7%. O preço sobe uns R$ 4 sem necessidade. Numa loja que concorre com shopping e marketplace, R$ 4 pesam na cabeça do cliente.

Usar uma alíquota velha. Se o seu negócio cresceu e você continua usando a alíquota da época em que faturava menos, o preço fica baixo demais. A margem de verdade cai abaixo da planejada, e no fim do ano é dinheiro que sumiu.

Mito x verdade: "mudei de faixa, meu imposto dobrou"

Mito. A efetiva sobe devagar dentro da faixa, graças à parcela a deduzir.

Verdade. O que muda é que, mês a mês, ela pode se mexer um pouco. Por isso vale recalcular de tempos em tempos e revisar primeiro os produtos de margem mais apertada.

E se o meu negócio é de serviço?

A lógica é a mesma. Muitos serviços ficam no Anexo III, que começa mais alto que o comércio. Mas atenção a dois pontos:

  • O anexo depende da atividade. Alguns serviços vão pra outro anexo ou dependem do fator R. Quem define é o contador, e o artigo anexo do Simples pra serviços ajuda a entender.
  • O ISS já costuma vir dentro da guia do Simples. Não some ele de novo por fora sem confirmar com o contador.

Detalhes que mudam a conta no comércio

  • Substituição tributária. Alguns produtos já vêm com o ICMS pago antes, pelo fornecedor, e isso pode mudar a parte do imposto na guia. Veja substituição tributária na revenda e confirme com o contador.
  • A efetiva muda todo mês. Ela usa os últimos 12 meses, então um fim de ano forte mexe nos meses seguintes. A tabela do Simples Nacional explica as faixas.
  • Reforma tributária. A transição começou em 2026, em fase de teste. Como ela vai afetar as empresas do Simples é assunto pra acompanhar com o contador.

Cola pra colocar o Simples no preço

  1. Peça ao contador o seu anexo, a sua faixa e a alíquota efetiva atual.
  2. Some a efetiva com a taxa média da maquininha.
  3. Divida o custo pelo que sobra depois de taxas e lucro.
  4. Arredonde pra cima.
  5. Recalcule de tempos em tempos, principalmente se o faturamento estiver perto de mudar de faixa.

Imposto não precisa ser monstro. Entrou na conta do jeito certo, é só mais uma fatia. E se a ideia de refazer o cálculo cansar, o app faz por você quando você atualizar a alíquota.

Perguntas frequentes

Qual a alíquota do Simples Nacional pra comércio?

O comércio fica, em geral, no Anexo I, e a alíquota sobe por faixa de faturamento. Mas o que você paga de verdade é a alíquota efetiva, que fica abaixo da nominal. Confira com o seu contador a tabela em vigor.

Qual a alíquota do Simples pra prestação de serviço?

Muitos serviços ficam no Anexo III, mas o anexo depende da atividade e, em alguns casos, do fator R, que compara a folha de pagamento com o faturamento. Quem define o anexo certo do seu negócio é o contador.

O imposto do Simples incide sobre o lucro?

Não. O Simples é calculado sobre o faturamento, ou seja, sobre o valor das vendas. Mesmo uma venda sem lucro paga imposto. Por isso ele entra na conta do preço como porcentagem do preço, igual à taxa do cartão.

Preciso mudar o preço quando mudo de faixa no Simples?

Talvez. A alíquota efetiva sobe aos poucos dentro da faixa, não de uma vez. Recalcule a alíquota de tempos em tempos e ajuste o preço quando a diferença começar a apertar a margem.

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