Taxa da maquininha: como colocar no preço sem perder venda
Como colocar a taxa da maquininha no preço sem levar susto: por que usar a taxa média das suas vendas e não a maior, com um exemplo fácil.
Taxa do PIX na maquininha e na conta de empresa: quando é de graça, quando cobram e como colocar isso no preço, num papo sem complicação.

"PIX é de graça!" Quantas vezes você já ouviu isso? É verdade para quem paga como pessoa física. Para quem vende, a resposta é: depende do caminho que o dinheiro faz até a sua conta.
É como entrega de pizza: a pizza é a mesma, mas o caminho (retirar no balcão ou pedir por aplicativo) muda o que você paga.
Existem três situações mais comuns:
O Banco Central define as regras do PIX e publica as informações no site oficial. Mas quanto cada banco ou maquininha cobra de empresa é decisão da instituição e consta no seu contrato. Tudo o que vem a seguir é exemplo: confira o seu.
Quem recebe PIX na conta pessoal vê o valor cheio e conclui que a venda não tem custo. Para o autônomo, pode até ser verdade. Mas misturar conta pessoal e do negócio dificulta enxergar o lucro, e a conta de empresa tem regras de tarifa próprias. Veja conta digital para MEI pra escolher com cuidado.
Outro engano: achar que o PIX da maquininha tem a mesma taxa do PIX do banco. A maquininha vende serviço, e o PIX passa por ela como qualquer outra forma de pagamento. A taxa pode ser menor que a do débito, mas raramente é zero.
Mito. Só é verdade para o PIX direto e sem tarifa. Pela maquininha ou pelo link, quase nunca.
Verdade. O jeito de saber é olhar o extrato. Pega cinco vendas no PIX, compara o que o cliente pagou com o que entrou. Se for igual, ótimo. Se for menor, a diferença precisa entrar no seu preço.
Uma loja aceita PIX, débito e crédito. Como você viu em taxa da maquininha no preço, o preço usa a taxa média das vendas: cada forma de pagamento entra com o peso que tem no mês.
Se o PIX da loja é de graça, ele puxa a média pra baixo. Se ele passa a ter taxa (por exemplo, quando a loja troca o PIX direto pelo PIX da maquininha), a média sobe um pouco. O preço sobe junto, e é pequeno por produto. Mas no mês, multiplicado pelas vendas, é dinheiro que sai do caixa.
Se você não coloca isso no preço, quem paga é a sua margem.
Quando a cobrança é um valor fixo por PIX, o tamanho da venda decide quanto isso pesa. Um exemplo: uma tarifa de R$ 0,50 por PIX.
| Ticket da venda | Peso da tarifa |
|---|---|
| R$ 10 (lanche, doce) | 5% |
| R$ 100 (serviço, produto de valor) | 0,5% |
Pra quem vende ticket pequeno e recebe muito PIX, uma tarifa fixa pode custar mais que a taxa de uma maquininha. Pra ticket alto, o percentual da maquininha é que pesa mais. Por isso não existe "a melhor forma": depende do seu ticket médio e do seu volume.
Dica rápida: se a tarifa pesa, as saídas são trocar de pacote de conta, receber por chave em conta com isenção ou concentrar o PIX em outro tipo de conta. Antes de trocar, calcule a economia no mês.
Tarifas e taxas mudam. Revise a cada três ou seis meses.
Muita loja dá desconto pra quem paga no PIX, porque economiza a taxa do cartão. O limite do desconto depende exatamente do que você acabou de descobrir: quanto o PIX custa pra você e quanto o cartão custa. A conta está em desconto no PIX. Se você cobra preço diferente por forma de pagamento, veja preço diferente no PIX e no cartão.
Dá pra fazer em meia hora. E se preferir, o app faz a média e o preço por você.
Entre pessoas físicas, o PIX é gratuito. Se você recebe como empresa, o banco ou a instituição de pagamento pode cobrar tarifa conforme o pacote da conta. Se o cliente paga pela maquininha ou por um link, a empresa dona do serviço costuma cobrar uma taxa. Confira no seu contrato.
Em muitos planos sim, mas não é regra. A taxa do PIX na maquininha varia por empresa e por plano, e algumas promoções acabam depois de alguns meses. Olhe a tabela de taxas no aplicativo da maquininha e compare com débito e crédito à vista.
Depende da conta que você usa. Em conta pessoal, o PIX é gratuito. Em conta de empresa, o banco pode ter pacote com um número de PIX gratuitos e tarifa depois disso, ou não cobrar nada. Veja a tabela de tarifas da sua conta.
Compare o valor de algumas vendas no PIX com o que entrou na conta. Se o valor líquido é igual, não houve taxa. Se for menor, olhe o extrato, o app da maquininha ou a tabela de tarifas da sua conta.
Se você paga taxa ou tarifa, ela deve entrar na taxa média das suas vendas. Se o seu PIX cai direto na conta sem custo, a taxa dele é zero na conta. O erro é supor que é sempre zero ou colocar a taxa do crédito em tudo.
Você já sabe o caminho. Agora é só aplicar em cada produto ou serviço que você vende, e a parte chata da conta pode ficar com o app: você conta quanto gasta e quanto quer ganhar, e ele mostra o preço certo e quanto sobra em cada venda. Dá pra testar grátis, sem cadastro.
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