Markup ou margem de lucro: a diferença que tira dinheiro do seu bolso
Markup ou margem? Entenda a diferença entre os dois com um exemplo fácil e veja por que misturar as contas faz você ganhar menos do que pensa.
Aprenda a calcular o preço de venda sem complicação: o que entra na conta, por que somar 30% no custo engana e um exemplo fácil pra você copiar.

Sabe aquele momento em que você olha pro produto e pensa "hmm, acho que dá pra cobrar uns R$ 10"? Se esse "acho" saiu do nada, você está em ótima companhia. Quase todo mundo começa assim. O problema é que preço chutado costuma dar uma vendinha boa e um dinheiro que some no fim do mês.
A boa notícia: calcular preço de venda é mais fácil do que parece. Não precisa de planilha gigante nem de saber matemática de faculdade. Precisa de uma ideia só, e a gente vai pegar ela aqui, de um jeito leve.
Quando alguém paga no cartão, a maquininha fica com um pedacinho do que o cliente pagou. O imposto também. Nenhum dos dois quer saber quanto você gastou pra fazer o produto. Eles olham pro preço final.
Por isso o jeito clássico de calcular tem pegadinha. Pensa assim: você pega o custo, soma 30% e acha que ganha 30%. Só que as taxas saem de cima do valor já somado, e o seu lucro encolhe no caminho.
Pra ver isso na prática, vamos a um exemplo bem fácil.
Imagina um produto que custa R$ 6 pra ficar pronto, contando material e embalagem. E imagina que as taxas (maquininha e imposto) juntas ficam em 10% do preço de venda. Você quer que sobrem 30% de lucro.
Primeiro, o que sobra pra pagar o custo? Do preço, 10% vão pras taxas e 30% são o seu lucro. Os outros 60% pagam o custo. Então:
| O que é | Quanto do preço |
|---|---|
| Custo do produto | 60% |
| Taxas | 10% |
| Seu lucro | 30% |
Se 60% do preço são os R$ 6 do custo, o preço inteiro é R$ 6 ÷ 0,60. Dá R$ 10. Redondinho.
Conferindo: de R$ 10, R$ 1 vai pras taxas, R$ 6 pagam o custo e R$ 3 são seus. Fechou.
Faz o mesmo produto do jeito comum: R$ 6 mais 30% dá R$ 7,80. Parece ótimo. Só que dessa venda, as taxas levam uns R$ 0,78, e o custo continua sendo R$ 6. Sobra pouco mais de R$ 1.
Você achou que ganhava R$ 1,80 e, na real, ficou com só uns R$ 1. Multiplica isso por uma centena de vendas e você entende por que tem gente que vende bastante e não vê o dinheiro.
Dica rápida: quanto maiores as taxas do seu canal, maior o estrago de somar porcentagem no custo. Em marketplace, onde a comissão é alta, isso dói ainda mais. A diferença entre os dois jeitos está bem explicada em markup ou margem de lucro.
Custo não é só o que você pagou no material. Pensa em tudo o que é preciso pra uma unidade chegar na mão do cliente:
Se quiser um passo a passo bem tranquilo, tem o guia de como calcular o custo de um produto.
Antes de decidir quanto você quer ganhar, descubra o menor preço possível: aquele em que você cobre o custo e as taxas e fica com zero de lucro. Abaixo dele, cada venda tira dinheiro do seu bolso.
Isso não é o preço que você vai cobrar. É o chão. Serve pra você saber até onde pode descer num desconto sem se machucar. Se a conta de taxa da maquininha no preço ainda é um mistério, vale dar uma olhada.
Eles existem mesmo quando ninguém compra nada. Tem dois jeitos de lidar com isso sem pirar:
O que não vale é ignorar. Conta que você não vê continua chegando.
O preço da conta quase nunca é bonito. Se deu R$ 10,37, ninguém precisa cobrar R$ 10,37. Arredonda pra cima, pra R$ 10,90 por exemplo, e pronto: um pouquinho mais de lucro, um número fácil de lembrar.
Arredondar pra baixo é a armadilha. Parece pouco, mas é um dinheiro que você perde em toda venda.
Fez uma vez, fez sempre: é só repetir a conta pra cada produto. Se quiser, dá pra usar a calculadora de preço de venda pra conferir o seu número em segundos.
Em palavras: preço = custo dividido por (100% menos as taxas menos o lucro que você quer). Parece complicado, mas é só uma divisão. No exemplo do artigo, R$ 6 divididos por 0,60 dão R$ 10.
Pode, mas o lucro de verdade vai ficar bem menor que 30%. A maquininha e o imposto cobram em cima do preço de venda, e não em cima do custo. Por isso esse jeito costuma deixar a pessoa com menos dinheiro do que ela pensa.
Tudo o que você gasta pra ter uma unidade pronta pra entregar: material, embalagem, etiqueta, uma parte do frete de compra e o seu tempo de trabalho, se o produto é feito por você.
São contas que existem mesmo sem venda. Você pode dividir tudo pelo número de vendas do mês e colocar no custo, ou deixar o lucro grande o bastante pra cobrir essas contas. O mais importante é não esquecer de que elas existem.
Depende do seu ramo. Quem revende costuma ganhar menos em cada venda e vender mais. Quem faz à mão ou presta serviço precisa de uma margem maior, porque o seu tempo é limitado. Comece pelo que paga as suas contas e o salário que você quer tirar.
Você já sabe o caminho. Agora é só aplicar em cada produto ou serviço que você vende, e a parte chata da conta pode ficar com o app: você conta quanto gasta e quanto quer ganhar, e ele mostra o preço certo e quanto sobra em cada venda. Dá pra testar grátis, sem cadastro.
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